Negociações com o Banco do Brasil começam na próxima quinta (11)

Minuta de reivindicação da categoria será entregue ao BB. No encontro, será feita a agenda de negociação específica da Campanha Salarial 2016

Lideranças sindicais do Banco do Brasil reunidas no Comando Nacional e a COE (Comissão de Empresa dos Funcionários) vão entregar ao presidente do BB, Paulo Cafarelli, a minuta com as reivindicações específicas dos funcionários e funcionárias do banco na próxima quinta-feira (11). No encontro será discutido e formulado o calendários de negociação com o banco.

A minuta contempla as propostas aprovadas no 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que aconteceu em julho último.

“Vamos apresentar uma minuta com as reivindicações construídas nacionalmente pelos funcionários do BB. As reivindicações expressam nosso desapontamento com a imposição desumana de metas e com a defasagem salarial. É hora de colocar o bloco na rua para exigir nossos direitos e lutar contra o governo golpista de Michel Temer”, explica Evelyn Flores, diretora do Sindicato.

Veja a principais reivindicações aprovadas no Congresso:   

Remuneração e Condições de trabalho

  • Unidade nacional da categoria na política de aumento real de salários, com o índice de reajuste a ser retirado na Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 29 a 31 de julho, em São Paulo.
  • Plano de Carreira e Remuneração (PCR) com aumento nas promoções por mérito e com inclusão de escriturários.
  • Estipulação de piso para o PCR a partir do salário mínimo do Dieese e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, com mérito maior e para todos.
  • Fim do assédio moral e das metas abusivas, assim como respeito à jornada de trabalho e a inclusão dos 15 minutos de descanso para as mulheres dentro da jornada.

Saúde Pública e Suplementar/Cassi

  • Realização de fórum nacional sobre saúde e fortalecimento do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a ampliação de cobertura do déficit da Cassi pelo Banco do Brasil.
  • Manutenção do princípio de solidariedade na Cassi e inclusão de funcionários dos bancos incorporados pelo BB para que sejam assistidos pela ESF.
  • Complementação da política de saúde preventiva, com melhorias na eficiência do Exame Periódico de Saúde (EPS) do banco, além de mais autonomia na estrutura do Serviço Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).
  • Aumento do número de ausências permitidas de todos os funcionários e das pessoas com deficiência (PCD). Muitos bancários destacaram que cadeirantes, ou mesmo funcionários que usam próteses, necessitam de tempo para fazer a manutenção dos equipamentos.

Previdência Pública e Complementar/Previ

  • Instalação de mesa de negociação com o banco sobre o Economus (Instituto de Seguridade Social da Nossa Caixa). Os funcionários reivindicam que os participantes sejam os únicos beneficiários e criticam a indicação da diretoria feita apenas pelo BB, e antigamente pela Nossa Caixa.
  • Luta contra o PLP 268 (Fundos de Pensão).
  • Rechaço da reforma da previdência proposta pelo governo interino e ilegítimo de Michel Temer e defesa de uma previdência pública solidária e universal, que garanta aposentadoria integral a todos os trabalhadores.
  • Em relação a Previ, os funcionários do BB reivindicam o fim da resolução 26, para que o superávit do plano de previdência seja investido na melhoria dos benefícios. Fim do voto minerva no Conselho Deliberativo e implantação de teto para os benefícios.

Banco do Brasil e Sistema Financeiro Nacional

  • Resgate do Banco do Brasil enquanto entidade social, com ênfase na defesa da democracia e das empresas públicas.
  • Luta contra a privatização, com continuidade das mobilizações em relação ao PL 4918.
  • Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Organização do Movimento

  • Unificação das lutas em prol da defesa dos bancos públicos para garantir direitos à categoria bancária e preservar o patrimônio do povo brasileiro.
  • Defesa de mesa única de negociação e negociações específicas concomitantes.

Moções

  • Moção de repúdio ao assédio sexual no na vida, no trabalho e no movimento sindical. Outra moção feminista defendeu uma nova forma de composição das mesas no CNFBB e exigiu a garantia de participação protagonista das mulheres no congresso e em outros espaços da luta sindical.
  • Moção de repúdio à dívida pública e à atuação truculenta da polícia nas manifestações dos bancários de São Paulo.

Com informações da Contraf.

 

Imprima
Imprimir