Nesta quarta-feira, 25, tem rodada de negociação com a Fenaban

Comando Nacional cobra da Fenaban, nesta quarta, garantia dos empregos e que a contratação do setor só seja feita com bancários, e não terceirizados

A crise que atinge a economia brasileira não faz sequer cócegas nos bancos. Somente em 2017, o lucro líquido dos cinco maiores bancos (Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) somou R$ 77,4 bilhões. Mesmo lucrando bilhões, os bancos mantêm um ambiente de trabalho adoecedor, com pressão por metas, sobrecarga de trabalho e continuam demitindo milhares de empregados todos os anos. Nesta quarta-feira, 25,  acontece a quarta rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e Bancárias e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que terá como tema “emprego”.

Somente em 2017, os bancos fecharam mais de 17 mil postos de trabalho em todo o país, resultado das demissões nos bancos privados e reestruturações nos públicos. Entre janeiro de 2012 e junho de 2018 os bancos já extinguiram 57.045 postos de trabalho. Uma média de 731 desempregados por mês.

Demissões em massa, além de provocarem uma onda de sobrecarga de trabalho, também abrem brechas enormes para a contratação precarizada de novos empregados. Os bancos já se preparam para rebaixar o padrão de novos contratos e admitir trabalhadores intermitentes, autossuficiente, autônomos exclusivos, terceirizados e bancários home office. Esses trabalhadores e trabalhadoras podem ser admitidos sem os mínimos direitos da categoria, como jornada de seis horas, PLR, plano de saúde, pagamento de horas extras, férias, entre outros.

Por isso, a defesa da manutenção do padrão de contratação, o fim das demissões e a contração de mais empregados estão entre as principais reivindicações dos bancários e bancárias nesta Campanha Salarial. Muito mais do que garantir reajuste salarial, é prioridade defender o emprego e os direitos conquistados pela categoria. Essa luta é de todos nós!

Sobrecarga que adoece e custa caro à sociedade

Além de levar o desemprego para milhares de famílias brasileiras, os cortes promovidos pelos bancos transtornam a rotina dos bancários, fazendo com que a quantidade de trabalho que cada um deve realizar só aumente. O número de clientes por empregado subiu 13,3% no Bradesco; 6,9% no Santander; 14% na Caixa; 6,9% no Itaú; 6,7% no BB. Isso se traduz em sobrecarga, estresse, pressão por metas, assédio moral e o consequente adoecimento.

Assim, é também o que mais gera gastos ao INSS: 6% do total de recursos para afastados são consequência do modo de gestão dos bancos. São responsáveis, ainda, por 21,2% do total de afastamentos do trabalho por transtorno depressivo recorrente, 18% por transtornos de ansiedade, 14,6% por reações ao estresse grave e 17,1% do total de afastamentos do trabalho por episódios depressivos.

Com informações da Contraf

Rodadas de negociação:

25/07 – Pauta: Emprego

01/08 – Pauta: Cláusulas econômicas

Acompanhe a Campanha Salarial 

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