Nesta sexta, 19, vista preto contra a intransigência dos banqueiros. Por negociação já!

Nesta sexta-feira, 19, a Fenaban apresenta finalmente uma proposta global para a categoria. Depois de seis rodadas frustradas de negociações, ainda não há resposta satisfatória à pauta dos bancários e os banqueiros continuam irredutíveis. Para pressionar e garantir avanços nas negociações, o Sindicato/ES convoca a todos para vestir preto, em protesto simbólico contra a intransigência […]

Nesta sexta-feira, 19, a Fenaban apresenta finalmente uma proposta global para a categoria. Depois de seis rodadas frustradas de negociações, ainda não há resposta satisfatória à pauta dos bancários e os banqueiros continuam irredutíveis. Para pressionar e garantir avanços nas negociações, o Sindicato/ES convoca a todos para vestir preto, em protesto simbólico contra a intransigência patronal.

“Vamos mostrar para os banqueiros e para os governos que a categoria está preparada para a luta e quer fazer uma greve forte caso não sejam atendidos os anseios da categoria”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Jessé Alvarenga.

Durante a última rodada de negociação, o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que representa o Espírito Santo e a Intersindical no Comando Nacional da categoria, defendeu a construção de um calendário de lutas com assembleias gerais no dia 22 para discutir o indicativo de greve a partir de 26 de setembro. Contudo, a maioria do Comando – composta por grupos cutistas e governistas – protelou a definição do calendário para depois da apresentação da contraproposta patronal. A Intersindical, representada pelos Sindicatos do Espírito Santo, Santa Catarina e Santos, foi o único grupo que cobrou a realização da greve em setembro.

“Está claro que há intenção de adiar o calendário de mobilização da Campanha da categoria em função do calendário eleitoral, tentando postergar a greve para o segundo turno das eleições. A database dos bancários é em setembro e não podemos deixar que nossa luta seja prejudicada em função de interesses partidários. Temos que mobilizar a categoria e fortalecer a Campanha Nacional. Por isso, esperamos que todos vistam preto na sexta-feira como forma de mobilização”, destaca Carlão

 Principais reivindicações da Campanha Nacional

 • Reajuste salarial de 12,5%.
• PLR: três salários mais R$ 6.247.
• Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.

 

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