No Itaú, mais lucro e menos postos de trabalho

O Itaú Unibanco divulgou o lucro obtido no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a instituição financeira, nos primeiros três meses de 2015 seu lucro líquido foi de R$ 5,8 bilhões, o que corresponde a um aumento de 28.2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, mesmo com altos índices de lucratividade […]

O Itaú Unibanco divulgou o lucro obtido no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a instituição financeira, nos primeiros três meses de 2015 seu lucro líquido foi de R$ 5,8 bilhões, o que corresponde a um aumento de 28.2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, mesmo com altos índices de lucratividade o Itaú mantém sua política de redução do número de funcionários, o que tem causado, cada vez mais, a precarização dos trabalhadores e trabalhadoras e queda na qualidade dos serviços oferecidos aos clientes.

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o atual número de empregados do Itaú é de 85.773. Isso revela uma redução de 2,6% nos postos de trabalho nos últimos 12 meses, ou seja, 2248 funcionários a menos. Ainda segundo o Dieese, nesse período a rede de atendimento da instituição financeira passou a contar com 22 novas agências, mas foram fechados 19 PA’s e abertos 1043 novos correspondentes.

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Idelmar Casagrande, afirma que os dados mostrados pelo Dieese são uma prova de que o banco quer ampliar a contratação de terceirizados e reduzir o número de funcionários diretos. “Percebe-se que um grande número de postos de trabalho foram extintos e que abriu-se mais de mil novos correspondentes, que são trabalhadores terceirizados, extremamente precarizados, não amparados pela Convenção Coletiva dos bancários e, consequentemente, que não têm os mesmos direitos da categoria”, diz Idelmar.

Ele destaca que as demissões geram problemas para o trabalhador e para os clientes. “Isso acaba aumentando a demanda de trabalho individual do bancário. Essa sobrecarga de trabalho ocasiona um tempo maior de espera na fila para os clientes em virtude do número insuficiente de bancárias para uma demanda muito grande de tarefas”, explica do diretor do Sindibancários.

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