Nota de repúdio

O Sindicato dos Bancários/ES manifesta seu repúdio à violência cometida pela polícia a mando do governador Beto Richa (PSDB) contra os professores estaduais do Paraná durante as manifestações ocorridas em Curitiba. Os trabalhadores e trabalhadoras foram agredidos com spray de pimenta, bombas de gás, balas de borracha e ataques de cães da raça pit Bull, […]

O Sindicato dos Bancários/ES manifesta seu repúdio à violência cometida pela polícia a mando do governador Beto Richa (PSDB) contra os professores estaduais do Paraná durante as manifestações ocorridas em Curitiba. Os trabalhadores e trabalhadoras foram agredidos com spray de pimenta, bombas de gás, balas de borracha e ataques de cães da raça pit Bull, utilizados pela polícia. Foram mais de 200 feridos. Além disso, mais de mil policiais fizeram a escolta da Assembleia Legislativa (Alep) para impedir que os manifestantes ocupassem as galerias da Casa de Leis para acompanhar a votação do projeto de lei 252/2015, que reduz a expectativa de duração dos fundos de previdência dos servidores públicos paranaenses.

A violência foi tanta, que 17 policiais se recusaram a agir contra os professores, sendo presos por causa disso, de acordo com informações do próprio Comando da Polícia Militar. A forma truculenta como o governo tucano agiu mostra que o governador não está aberto ao diálogo com a classe trabalhadora. Também evidencia o total desrespeito aos direitos de manifestação e expressão, tratando-se de uma forma de deixar os trabalhadores à margem das decisões políticas.

O governador se recusa a ouvir o posicionamento dos profissionais da educação para impor a lei 252/2015. Aprovado com 30 votos favoráveis e 21 contra, o projeto de lei prevê que aposentados e pensionistas a partir de 73 anos sejam transferidos do Fundo Financeiro, mantido pelo Tesouro Nacional, para o Fundo Previdenciário, bancado por contribuições dos servidores e do poder público. Os trabalhadores e trabalhadoras questionam essa iniciativa pelo fato dela reduzir de 57 para 29 anos a expectativa de duração do fundo de previdência.

Portanto, a mudança proposta pelo Governo do Estado e que aguarda sanção do governador pode trazer graves problemas futuramente para os aposentados e pensionistas, que correm o risco de não ter a garantia de receber em dia seus direitos previdenciários. Trata-se, ainda, de uma iniciativa que mostra a política de estado mínimo presente no Paraná, onde o governo tucano se isenta da obrigação de garantir esses direitos, comprometendo o bem estar e qualidade de vida dos servidores e servidoras, que se dedicaram a vida inteira para a prestação de um serviço público de qualidade para a sociedade paranaense.

 

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