Nova negociação com Bandes termina sem avanços

Bancários enfatizaram a necessidade de discutir o Plano de Cargos e Remuneração, defasado há quase 20 anos

Respondendo a ofício do Sindicato, a direção do Bandes convocou ontem, 04, nova reunião de negociação com a comissão dos empregados. O banco, no entanto, não apresentou novidades sobre as reivindicações da categoria, mantendo a proposta já rejeitada pelos bancários.

Sem acordo, os representantes do Bandes afirmaram que só voltarão a negociar após a conclusão das negociações com a Fenaban. Assim como fizeram nas rodadas anteriores, os bancários enfatizaram a necessidade de discutir o Plano de Cargos e Remuneração, defasado há quase 20 anos.

PLENÁRIA

Na tarde desta quarta-feira, 05, os bancários do Bandes se reuniram em plenária realizada na sede do Sindicato para avaliar o andamento das negociações e o movimento de greve. A orientação, definida coletivamente, é solicitar ao banco nova reunião para que a Comissão dos Empregados apresente à instituição financeira uma contraproposta.

“O banco está irredutível quanto à negociação do nosso Plano de Cargos e Salários, mas temos que discutir uma contrapartida. Temos outros pontos de pauta que também são importantes para a categoria e que precisam ser negociados. Queremos que o banco se abra ao diálogo para avançarmos”, diz Ivaldo Albano, diretor do Sindicado que integra a comissão de negociação.

O Sindicato, em conjunto com a Comissão dos empregados, tem se esforçado para chegar a um acordo que amplie direitos e beneficie os empregados, mas em vários momentos o banco respondeu com intransigência. Nas duas últimas reuniões de negociação, realizadas nos dias 20 e 23, o banco retirou da mesa a proposta apresentada, condicionando sua manutenção ao fim imediato da greve.

“É uma postura pouco democrática, mostra que falta disposição para o diálogo. O banco pressionou os empregados para encerrar uma greve apenas com propostas acessórias, sem discutir o que é central para a categoria. Nossa pauta é viável, falta uma decisão política da direção do Bandes. É uma questão de prioridades, se o banco quer ou não valorizar os seus empregados”, aponta Derik Bezerra, diretor do Sindibancários/ES.

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