Nova presidente da Caixa começa mandato com prática antissindical

A nova presidente da Caixa, Miriam Belchior, mal começou seu mandato e já está mostrando a que veio. Em função do Dia de Luta em Defesa da Caixa, realizado no último dia 27, Belchior determinou que, nas unidades em que houve retardamento da abertura da agência, as horas não trabalhadas fossem registradas como ausência parcial […]

A nova presidente da Caixa, Miriam Belchior, mal começou seu mandato e já está mostrando a que veio. Em função do Dia de Luta em Defesa da Caixa, realizado no último dia 27, Belchior determinou que, nas unidades em que houve retardamento da abertura da agência, as horas não trabalhadas fossem registradas como ausência parcial e descontadas, sem permitir a compensação.

E essa não foi a única medida arbitrária. Logo após de anunciadas as manifestações em todo o país, a Caixa enviou comunicado interno enfatizando item do Manual do banco que proíbe fotos nas agências e que versa sobre a utilização da logomarca da CEF. Tudo porque, ao longo do mês, uma campanha de mobilização incentivou bancários a enviarem fotos com os colegas da agência com a hashtag “#PorUmaCaixa100%pública”.

Para Lizandre Borges, diretora do Sindicato/ES e empregada da CEF, as medidas da nova presidente objetivam inibir a organização da categoria e configuram prática antissindical. “O banco quer amedrontar os bancários e desmobilizá-los. Impedir a compensação de horas após uma manifestação é uma forma de punir os trabalhadores pela organização sindical, o que é inadmissível. Belchior deixa claro que seu método de gestão não é o diálogo com os trabalhadores”, ressalta.

Miriam Belchior, que é ex-ministra de Orçamento, Planejamento e Gestão, assumiu a presidência da Caixa no dia 23 de fevereiro, e recebeu a missão de alinhar a forma de gestão com as novas diretrizes do governo para os bancos públicos, empresas estatais e suas fundações.

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