Nova proposta do Banco do Brasil não atende reivindicações da categoria

Na última sexta-feira, 03, após a rodada de negociação com a Fenaban, o Banco do Brasil apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos Bancários para as revindicações específicas do funcionalismo. Entre os pontos apresentados está reajuste maior no piso refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito. Apesar de […]

Na última sexta-feira, 03, após a rodada de negociação com a Fenaban, o Banco do Brasil apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos Bancários para as revindicações específicas do funcionalismo. Entre os pontos apresentados está reajuste maior no piso refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito. Apesar de atender a alguns itens da pauta de reivindicações, a proposta do BB ainda não contempla os anseios da categoria.

O Banco afirmou que irá ratificar o índice de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios apresentado pela Fenaban, assim como conceder reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR. O BB também propõe incluir no Acordo Coletivo da categoria a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que têm somente uma gerência média.

“A proposta não atende as principais reivindicações da categoria. O que foi colocado como positivo em relação às substituições, ainda é muito pouco. Além disso, não houve avanços no interstício sobre o plano de cargos e salários”, destaca a diretora do Sindibancários/ES e bancária do BB, Goretti Barone.

Sobrecarga de trabalho

Com a falta de funcionários, os bancários sofrem com a sobrecarga de trabalho e a pressão para alcançar as metas. Na rodada de negociação, a proposta do BB foi a de contratar dois mil funcionários até 31 de dezembro de 2015. No entanto, esse ainda é um número insuficiente, uma vez que hoje o déficit é de 7.200 empregados no país. O Departamento das Estatais (Dest) já autorizou a contratação de bancários para que a dotação seja de até 120 mil empregados.

“O número de novas contratações proposto pelo banco é insuficiente, não cobre o déficit atual. Os bancários estão adoecendo devido à sobrecarga de trabalho e à pressão por metas. Contratar novos funcionários significa oferecer melhores condições de trabalho, além de um atendimento digno aos clientes. Por isso, é de extrema importância que os bancários do BB participem da assembleia nesta segunda-feira para avaliar essa proposta. Temos que arrancar outra negociação com o Banco, para garantir nossos direitos”, enfatiza Goretti.

Para combater o assédio moral e sexual, a proposta do BB foi a realização de cursos sobre os temas, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais. A diretora do Sindibancários/ES destaca, no entanto, que cursos como esses deveriam estar obrigatoriamente na programação dos cursos preparatórios dos gestores dos bancos e não na pauta do Acordo Coletivo.

Assembleia

Para apreciar e deliberar sobre a proposta da Fenaban e do Banco do Brasil, o Sindibancários/ES convida a todos os bancários e bancárias para nova assembleia da categoria nesta segunda-feira, 06, às 18h30, no Centro Sindical dos Bancários, em Vitória.

Confira as propostas específicas apresentadas pelo BB:

  • Ratificação do índice de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios apresentado pela Fenaban.
  • Reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR.
  • Substituição de Gerente de Módulo nas PSO – Módulo Suporte Operacional (SOP) por caixas, conforme instruções internas.
  • Substituição de funções gerenciais nas Unidades de Negócios com somente uma Gerência Média, conforme instruções internas.
  • O BB contratará dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31/12/2015.
  • O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano.
  • Elevação do valor da Unidade de Saúde de R$0,36 para R$0,55 (52%).
  • O BB pagará Vantagem em Caráter Pessoal (VCP) por 120 dias para descomissionamentos de funcionários que tenham mais de 5 anos na comissão; excluídos os descomissionamentos por sanção disciplinar e por desempenho (três ciclos avaliatórios).
  • Instalação de mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip).
  • Pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas (fim do banco de horas).
  • O banco se compromete a bloquear, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que estiverem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico. 
  • O BB disponibilizará aos funcionários o pagamento do vale-transporte em dinheiro, observadas as regras do programa.
  • O novo curso “Conciliação: Mediação para Gestores” passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios.
  • O banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais.
  • O BB disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades.
  • O banco permitirá, de outubro a dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. 
  • Na questão da igualdade de oportunidades, assim como apresentou uma correção em relação à pontuação de mérito dos delegados sindicais, o banco também apresentou a proposta de corrigir a PLR dos dirigentes sindicais que recebem menos que seus pares com o mesmo cargo. São contemplados os dirigentes cedidos para as entidades que detinham cargo comissionado à época da cessão e a fórmula segue a regra do acordo dos demais funcionários. O BB era o único banco que pagava PLR menor para os dirigentes sindicais. 

Com informações da Contraf.

Imprima
Imprimir