Nova rodada de negociação acontece nesta quinta-feira

Reunião acontece às 16 horas, em São Paulo

Nesta quinta-feira, 15, o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em uma nova rodada de negociação convocada pela própria Fenaban. Diante da intransigência e desrespeito dos bancos, a greve da categoria bancária ganha cada vez mais força e chegou ao nono dia, nessa quarta-feira, 14, com 12.386 agências e 46 Centros Administrativos fechados em todo país.

No Espírito Santo, o número de agências bancárias fechadas chegou a 334, sendo 149 no interior e 185 na Grande Vitória. Também estão fechados os prédios do Bandes, Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e Pio XII (Banco do Brasil), além de 3 departamentos da Caixa.

A reunião será às 16 horas, em São Paulo e a expectativa é que a Fenaban dialogue com os bancários e atenda as reivindicações da categoria. Na última rodada de negociação, convocada pela Fenaban não houve apresentação de nenhuma proposta aos bancários.

“Reafirmamos que não aceitaremos abono, queremos reajuste real e soluções para os problemas de saúde e condições de trabalho da categoria, que hoje é uma das que mais adoecem física e psicologicamente em função do estresse e da cobrança de metas”, destaca Casagrande, que também representa os capixabas e a Intersindical no Comando Nacional.

A última proposta dos bancos foi de reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. O reajuste indicado continua não cobrindo a inflação do período, calculada em 9,62% em agosto (INPC), e representaria perda de 2,39% para cada bancário e bancária. A proposta foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação, no último dia 9. Antes, os bancos haviam proposto reajuste de 6,5% para salários e benefícios, e abono de R$ 3 mil.

Principais reivindicações dos bancários:

• Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real.
• PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
• Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
• Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
• Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
• 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
• Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Imprima
Imprimir