Nova versão do RH 037 permite terceirização nas atividades fim na Caixa

A nova versão do RH 037 substitui bancários e bancárias concursados por terceirizados

O PL 4302, aprovado em março e que legaliza a terceirização irrestrita, e a reforma trabalhista, já estão refletindo negativamente na Caixa. A instituição financeira divulgou na quinta-feira, 03, a nova versão do normativo RH 037, permitindo a contratação de trabalhadores temporários sem vínculo empregatício com o banco, por meio de empresas que fornecem mão de obra terceirizada, para exercer atividades fim, como as de técnico bancário.

Por meio do Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) finalizado em março, a Caixa desligou 4645 empregados. Com o novo PDVE aberto em julho a instituição financeira pretende eliminar cerca de 5,4 mil postos de trabalho. A nova versão do RH 037 deixa claro que essas vagas não serão preenchidas por meio de concurso público, e sim, por terceirizados.

“Esses trabalhadores e trabalhadoras serão contratados sem os mesmos direitos de um bancário no lugar de concursados, de pessoas que fizeram concurso público e estão esperando para ser nomeadas. Elas serão mão de obra barata, não serão contempladas pelo acordo específico da Caixa e pela Convenção Coletiva Nacional. E o fim dos concursos não será somente na Caixa, mas em qualquer área, em qualquer nível”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Igor Bongiovani.

Para a também diretora do Sindibancários, Lizandre Borges, a nova versão do RH 037 serve como mais um instrumento de desmonte da Caixa por parte do governo ilegítimo de Temer (PMDB) e da gestão de Gilberto Ochi.

“Os trabalhadores e trabalhadoras temporários não serão preparados pelas empresas de terceirização para atender aos clientes, o que somado às péssimas condições de trabalho fará com esse atendimento seja precarizado. Está claro que isso faz do processo de desmantelamento da Caixa, fazendo com que uma instituição financeira que há mais de 150 anos protagoniza uma história de suporte a diversos programas sociais torne-se um mero banco comercial”, destaca Lizandre.

Com informações da Fenae

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