Número de agências paralisadas chega a 248 em todo o Estado

A greve dos bancários chegou ao seu quarto dia, 3 de outubro, com 248 agências fechadas em todo o Estado do Espírito Santo. Na Grande Vitória 151 estão paradas, sendo 37 da Caixa, 45 do Banestes, 34 do Banco do Brasil, 11 do Santander, 10 do Bradesco, 9 do Itaú, 3 do HSBC, 1 do […]

A greve dos bancários chegou ao seu quarto dia, 3 de outubro, com 248 agências fechadas em todo o Estado do Espírito Santo. Na Grande Vitória 151 estão paradas, sendo 37 da Caixa, 45 do Banestes, 34 do Banco do Brasil, 11 do Santander, 10 do Bradesco, 9 do Itaú, 3 do HSBC, 1 do Safra e 1 do Banco Mercantil do Brasil.

Também permanecem fechados 4 departamentos da Caixa, além dos prédios do Banco do Brasil da Pio XII, Bandes e do Centro de Processamento de Dados do Banestes. No interior são 97 agências paralisadas, que correspondem a 40 da Caixa, 14 do Banestes, 36 do Banco do Brasil, 2 do Banco do Nordeste do Brasil, 2 do Itaú, 1 do HSBC, 1 do Bradesco e 1 do Santander. As agências de banco privado que estão fechadas no interior são do município de Colatina.

A greve tem se fortalecido não somente no Espírito santo, mas em todo o Brasil. Prova disso é que o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados que fecharam suas portas na quinta-feira, dia primeiro de outubro, subiu de 7.673 para 9.379 em nível nacional, o que significa um aumento de 22,2% em relação a quarta-feira, 30.

Rodada de negociação

Diante da grande adesão dos trabalhadores e trabalhadoras ao movimento grevista, a Fenaban enviou ofício chamando o Comando Nacional dos Bancários para uma nova rodada de negociação nesta sexta-feira, 3, às 17h, em São Paulo. Ainda hoje, às 18h, também acontecerão as rodadas de negociação específicas do Banco do Brasil e Caixa Econômica, em São Paulo, e Banco do Nordeste do Brasil, em Recife.

Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional 2014

• Reajuste salarial de 12,5%.
• PLR: três salários mais R$ 6.247.• Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
• Estatização do Sistema Financeiro.
• Redução das taxas de juros e tarifas.

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