Para fugir de manifestantes, Dória entra na Câmara de Vila Velha pela porta dos fundos

Em meio a protestos, o prefeito de São Paulo foi até a Câmara de Vila Velha para receber o título de cidadão canela verde

Militantes de sindicatos, movimentos sociais, da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo passaram a tarde da quarta-feira, 23, na porta da Câmara de Vila Velha em protesto contra a entrega do título de cidadão vila velhense ao prefeito de São Paulo João Dória. Porém, para fugir dos manifestantes, que estavam na entrada principal da Casa de Leis, ao chegar para a sessão solene Dória entrou pela porta dos fundos. Ele foi protegido por uma barreira policial que impedia as pessoas que protestavam de se aproximar.

Carlão lê em frente à Câmara de Vila Velha a nota de repúdio da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo

O representante da Frente Povo Sem Medo e diretor do Sindicato dos Bancários/ES Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, explica o porquê do repúdio à entrega do título de cidadão canela verde para Dória.

“Repudiamos o prefeito Max Filho e a Câmara de Vila Velha, principalmente o presidente Ivan Carlini, por gastarem dinheiro público para fazer essa homenagem a João Dória enquanto em outros espaços essa mesma iniciativa foi recusada, a exemplo da Câmara de Teresina e da Assembleia Legislativa de Minas. Esse título deveria ser concedido para alguém que de fato tenha feito algo em prol do município. Os vereadores de Vila Velha deveriam estar empenhados em cumprir seu papel, que é o formular leis e fiscalizar o Executivo, e não auxiliar um político carreirista que está percorrendo o Brasil em uma campanha eleitoreira com foco na presidência da república em 2018”, diz Carlão.

Carlão salienta que o péssimo exemplo de Dória enquanto gestor público também deveria inviabilizar a homenagem feita pela Câmara.

“Dória, em seu mandato à frente da prefeitura de São Paulo, persegue moradores de rua, agride as minorias usando contra elas a repressão policial, não realizando políticas públicas e ignorando seus direitos sociais. Prioriza os interesses do empresariado em detrimento do interesse público e tem sucateado ainda mais a educação, por exemplo, carimbando os alunos para que não possam repetir merenda”, afirma.

Os manifestantes foram impedidos de entrar na Câmara para acompanhar a entrega do título, mas o protesto prosseguiu em frente à Casa de Leis durante a sessão.

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