Caixa: plenária orienta avaliar coletivamente adesão ou não ao GDP

Proposta é discutir nos locais de trabalho o programa e, em caso de adesão, construir coletivamente os resultados para tentar resistir à política de metas individuais

Aceitar o sistema de metas individual proposto pela Caixa não é a melhor saída para os bancários. Em plenária realizada na última terça-feira, 29, os trabalhadores apontaram a necessidade de discutir conjuntamente a adesão ou não ao programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) em reunião nos locais de trabalho.

Caso o grupo decida aderir, a orientação é que sejam construídos coletivamente os resultados esperados, para tentar resistir à política de metas.

“A ideia é não ceder à lógica das metas individuais, construindo uma forma de defesa coletiva, para que essa política não seja mais um instrumento de assédio e de competição entre os empregados”, explica Vinícius Moreira, diretor do Sindibancários.

“O Sindicato é contra o GDP desde o seu lançamento, por se configurar como um instrumento direto de assédio moral. O ideal seria que os bancários resistissem de forma unificada e não aderissem ao programa. Contudo, a Caixa também impôs consequências para os bancários que não aderirem, espalhando o medo de que isso interfira na carreira dos empregados”, explica Renata Garcia, diretora do Sindicato. “É preciso ter ciência dessas consequências para tomar a decisão”, completa a diretora.

O Sindicato alerta que já existem denúncias de situações em que as metas são impostas diretamente pelos superiores, sem considerar a opinião do empregado, o que infringe as próprias regras do programa. “Nesses casos, os bancários não devem aceitar a pressão. Precisam se posicionar e denunciar ao Sindicato”, afirma Renata.

Na plenária foram discutidos também outros problemas que estão afetando os bancários da Caixa, como a reforma trabalhista, o PDVE e as reestruturações, que estão correlacionados. “Tudo tem a ver com o mesmo movimento, que é de desmonte e de privatização do banco. O momento é de ataque intenso e só com os bancários unidos há possibilidade de resistir”, salienta Vinícius.

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