Polícia Militar fere manifestante com bala de borracha

Um manifestante ficou ferido na cabeça após ser atingido por tiro de bala de borracha disparado pelo batalhão de choque da Rotam sobre o grupo que protestava contra o PL 4330 na Avenida Elias Miguel, próximo à Rodoviária de Vitória, na manhã desta quarta-feira, 15. A Polícia Militar também usou bomba de efeito moral na […]

Um manifestante ficou ferido na cabeça após ser atingido por tiro de bala de borracha disparado pelo batalhão de choque da Rotam sobre o grupo que protestava contra o PL 4330 na Avenida Elias Miguel, próximo à Rodoviária de Vitória, na manhã desta quarta-feira, 15. A Polícia Militar também usou bomba de efeito moral na tentativa de liberar a via.

“Eu estava ao lado do rapaz que foi atingido. Estávamos observando os policiais que tinham acabado de chegar, e eles começaram a atirar. Só ouvi o barulho e vi o sangue escorrendo na cabeça do camarada. Ele foi levado para o hospital e nós recuamos um pouco, fui para trás do ônibus para não ser atingido. Não tinha nada de pedra contra policiais, não tinha agressão nenhuma. A PM já chegou atirando”, conta o diretor do Sindicato Jonas Freire.

20150415 1841

Além do manifestante ferido na cabeça – que levou quatro pontos, outros ficaram com machucados menos graves, como os diretores do Sindicato dos Bancários Renata Garcia, atingida por uma bala de borracha no joelho, e Fabrício Coelho, atingido na perna.

“Estávamos concentrados para sair em caminhada em direção à Federação das Indústrias (Findes) quando a PM chegou e quis nos intimidar com truculência. E o secretário de Segurança (André Garcia) ainda vai para a TV (imprensa local) dizer que nós é que agredimos os policiais, o que não é verdade. Quem chegou atirando bala de borracha e lançando bomba e gás de pimenta foi a PM”, afirma a diretora do Sindibancários Rita Lima.

Os manifestantes resistiram e tiveram o apoio dos moradores do bairro Ilha do Príncipe, que foram para a avenida principal e criticaram a ação da Polícia. O protesto continuou e depois de muita negociação os trabalhadores seguiram em direção à Findes, localizada na Reta da Penha, na região norte de Vitória, onde aconteceu um ato público com a participação também dos grupos que vieram de Vila Velha pela Terceira Ponte. 

 

Imprima
Imprimir

Comentários