Prédio da agência da Caixa de Itaguaçu apresenta risco de desabamento

Trabalhadores e clientes da agência da Caixa Econômica Federal de Itaguaçu, região norte do Espírito Santo, estão correndo risco diariamente de serem surpreendidos por um desastre. Isso porque o imóvel apresenta sérios sinais de comprometimento da sua estrutura física.  Em uma visita técnica feita por diretores do Sindicato dos Bancários/ES, nesta quarta-feira (26) à agência, […]

Trabalhadores e clientes da agência da Caixa Econômica Federal de Itaguaçu, região norte do Espírito Santo, estão correndo risco diariamente de serem surpreendidos por um desastre. Isso porque o imóvel apresenta sérios sinais de comprometimento da sua estrutura física. 

Em uma visita técnica feita por diretores do Sindicato dos Bancários/ES, nesta quarta-feira (26) à agência, foi averiguado que a marquise do local está sustentada por escoras improvisadas, que há rachaduras evidentes em paredes e piso e que parte do segundo andar do prédio está isolada por apresentar risco iminente de desabamento.

Segundo os trabalhadores do local, engenheiros da Caixa foram à agência fazer testes no imóvel. Os testes apontaram que a estrutura está se movimentando. “Os bancários estão trabalhando com medo, assustados.

Procuramos a Caixa e ela informou que está estudando fazer intervenções físicas no atual imóvel ou mudar provisoriamente de lugar a agência, pois alega que assinou contrato para construção de uma nova agência, mas não há prazo nem para a obra começar”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, que participou da visita técnica.

O Sindicato dos Bancários/ES protocolou, na Prefeitura Municipal de Itaguaçu um requerimento solicitando que o órgão faça uma vistoria na agência. Cópias do documento foram enviadas ao Ministério Público Estadual e à Superintendência Norte da Caixa.

“A Caixa tem expandido suas atividades em ritmo acelerado abrindo centenas de novas agências, mas não está se preocupando com a população e nem com os trabalhadores. Inaugura unidades sem a menor condição de funcionamento. O bancário já sobre com o assédio moral, o excesso de horas extras, com o acúmulo de funções e ainda tem que trabalhar com medo?”, questiona Lizandre.

O caso da agência de Itaguaçu, não é um problema isolado. Há dois meses o Sindicato dos Bancários/ES realizou uma ação sindical na agência da Caixa de Serra Sede, região metropolitana, pelo mesmo problema. Devido a infiltrações, o rebaixamento de gesso do teto do local cedeu e, mesmo com o risco de novos incidentes, os bancários continuavam trabalhando.

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