Preocupados com eleição, governistas emperram calendário da Campanha Nacional

Terminou sem apresentação de proposta a quarta rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2014, realiza no dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo. Uma nova rodada foi marcada para os dias 16 e 17, mas a Fenaban só se comprometeu a apresentar uma proposta global no dia 19, assim, o calendário […]

Terminou sem apresentação de proposta a quarta rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2014, realiza no dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo. Uma nova rodada foi marcada para os dias 16 e 17, mas a Fenaban só se comprometeu a apresentar uma proposta global no dia 19, assim, o calendário de lutas da categoria continua indefinido, sem indicativo de greve.

O coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que representa o Espírito Santo e a Intersindical no Comando Nacional da categoria, defendeu a construção de um calendário de lutas com assembleias gerais no dia 22 para discutir o indicativo de greve a partir de 26 de setembro. Contudo, o maioria do Comando – composta por grupos cutistas e governistas – protelou a definição do calendário para depois da apresentação da contraproposta patronal. A Intersindical, representada pelos Sindicatos do Espírito Santo, Santa Catarina e Santos, foi o único grupo que cobrou a realização da greve em setembro.

“Está claro que há intenção de adiar o calendário de mobilização da Campanha da categoria em função do calendário eleitoral, tentando postergar a greve para o segundo turno das eleições. A database dos bancários é em setembro e não podemos deixar que nossa luta seja prejudicada em função de interesses partidários. Temos que mobilizar a categoria e fortalecer a Campanha Nacional”, destaca Carlão.

Bancários querem greve

A expectativa de paralisação entre os bancários é grande e a indefinição do calendário de lutas frustra a categoria. Muitos trabalhadores têm se manifestado cobrando o indicativo de greve junto ao Sindicato.

“O grupo majoritário do Comando Nacional, preocupado com a reeleição de Dilma, assume uma posição que desrespeita a categoria. A postura dos dirigentes sindicais deveria ser de protagonismo, de vanguarda, ao invés disso, apenas os sindicatos ligados à Intersindical tentam garantir que a greve aconteça em setembro. Não podemos pautar a nossa luta pelas eleições, nem deixar que o período eleitoral prejudique a categoria”, conclui Carlão.

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