Relatório da reforma trabalhista é rejeitado na CAE do Senado

O texto base da reforma trabalhista segue para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal o texto base da reforma trabalhista, cujo relator é o senador Ricardo Ferraço (PSDB). Foram 10 votos contrários e nove favoráveis. Agora o texto segue para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O diretor da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, destaca que a rejeição do texto base na CAS é consequência da pressão dos trabalhadores e trabalhadoras.

“É preciso deixar claro que essa vitória é fruto da pressão popular sobre os parlamentares, das manifestações que fizemos, como a greve geral do dia 28 de abril e a marcha em Brasília”, diz.

O coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Jonas Freire, salienta que a rejeição na CAS contrariou as expectativas do Governo Temer (PMDB).

“O Governo Temer não imaginava que iria sofrer uma derrota na comissão. O resultado da votação na CAS confirma que nossas lutas estão no caminho certo, que é preciso prosseguir as mobilizações contra a reforma trabalhista, reforma Previdenciária, não permitir nenhum retrocesso e retirada de direitos”, afirma Jonas.

Segundo o diretor do Sindibancários, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, a rejeição do texto base da reforma trabalhista na CAS também é uma derrota do senador Ricardo Ferraço (PSDB) e do governador Paulo Hartung (PMDB).

“Ferraço e Hartung são os articuladores no Espírito Santo junto à bancada federal para retirada de direitos. O governador, por exemplo, defende os interesses dos grandes empresários que atuam aqui no estado. Ferraço dá sustentação ao Governo Temer por meio de sua atuação parlamentar. Nas próximas eleições, esperamos que os capixabas possam dar uma resposta aos dois dos maiores traidores dos trabalhadores e trabalhadoras não os elegendo novamente”, diz Carlão.

Greve Geral: mobilizações tem que continuar

Está marcada para o dia 30 de junho uma nova greve geral, em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, a terceirização irrestrita e pelas eleições gerais diretas já. As centrais sindicais, entre elas a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, convocam todas as suas bases para participar.

Para discutir a organização da greve geral, será realizada uma plenária voltada para toda a classe trabalhadora na próxima quarta-feira, 21, no Centro Sindical dos Bancários, a partir das 18h30. O Centro Sindical está localizado na rua Dom Bosco, 125, Forte São João, Vitória. A proposta é traçar conjuntamente as estratégias de mobilização para a greve geral.

A última greve geral, ocorrida no dia 28 de abril, paralisou os principais centros urbanos e setores produtivos do país em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. A adesão chegou a um terço da população economicamente ativa do país – 40 milhões de pessoas – segundo estimativa da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora. Em Vitória, quase 90% dos estabelecimentos comerciais, escolas, bancos e departamentos públicos ficaram fechados.

 

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