Primeiro dia de greve: 255 agências fechadas no Espírito Santo

No primeiro dia da greve dos bancários, 255 agências foram fechadas no Espírito Santo. Desse total, 164 são da Grande Vitória e 91 do interior. Também estão fechados três departamentos da Caixa e três prédios, que são os do Bandes, Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e PIO XII, do Banco do Brasil.

Nesta terça-feira, 06, primeiro dia da greve dos bancários, 255 agências foram fechadas no Espírito Santo. Desse total, 164 são da Grande Vitória e 91 do interior. Também estão fechados três departamentos da Caixa e três prédios, que são os do Bandes, Centro de Processamento de Dados do Banestes (CPD) e PIO XII, do Banco do Brasil.

Entre os bancos públicos fechados na Grande Vitória, 38 são agências da Caixa, 47 do Banestes e 40 do Banco do Brasil. Já no interior, 34 são agências da Caixa, 11 do Banestes, 36 do Banco do Brasil e três do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

O total de privados que não abriram as portas no Espírito Santo foi de 46, sendo 11 do Santander, 14 do Bradesco, 15 do Itaú, 5 do HSBC e 1 do Safra. “A greve começou forte. A expectativa é que com o passar do tempo um número maior de agências feche, pois é o que vem acontecendo historicamente durante a greve da categoria”, diz o coordenador do Sindicato dos Bancários/ES, Jonas Freire.

Não há motivos para negar as reivindicações dos bancários. Afinal, no primeiro semestre do ano, os cinco maiores bancos que atuam no Brasil (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões. O dado deixa claro que não há crise para os bancos.

A decisão de entrar em greve foi tomada em assembleia geral da categoria no dia 1º de setembro. Depois de quatro rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se recusou a atender as reivindicações da categoria, apresentando proposta rebaixada de 6,5% de reajuste para salários, PLR, auxílios refeição, alimentação e creche, mais abono de R$ 3 mil. A proposta não contempla as reivindicações de emprego, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho, e não repõe sequer a inflação do período, projetada para 9,57% (em agosto). O índice representaria perda de 2,8% nos salários da categoria.

Principais reivindicações dos bancários:

• Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real.
• PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
• Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
• Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
• Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
• 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
• Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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