Professores cobram melhorias na educação pública e valorização profissional

Desde o início da semana, professores da rede estadual e das redes municipais de ensino estão mobilizados em luta por mais investimentos em educação e valorização profissional. Nesta terça-feira, 18, mais de 5 mil profissionais saíram em marcha da Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória, até a Assembleia Legislativa do Espírito Santo […]

Desde o início da semana, professores da rede estadual e das redes municipais de ensino estão mobilizados em luta por mais investimentos em educação e valorização profissional. Nesta terça-feira, 18, mais de 5 mil profissionais saíram em marcha da Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória, até a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), onde entregaram a pauta de reivindicações da categoria ao presidente da casa, Theodorico Ferraço, e à Comissão de Educação da Assembleia.

Entre as principais reivindicações do magistério estão a votação imediata do plano nacional de educação; pagamento imediato dos precatórios;  investimento dos royalties de petróleo na valorização dos educadores; carreira e jornada para todos os profissionais da educação; destinação de 10% do PIB para a educação pública; reajuste do piso salarial e cumprimento da lei do piso. Na pauta constam também reivindicações locais, que variam de acordo com a realidade dos municípios. 

“A categoria passa por um período de forte arrocho salarial. Na Serra, por exemplo, além de não termos recebido aumento no ano passado, nossa carga horária mensal aumentou de 100 para 125 horas, enquanto a dos outros servidores diminuiu. Neste ano, o reajuste anunciado pelo prefeito, de apenas 6%, será aplicado ao longo do ano, dividido em duas partes de 3%”, explica a integrante da coordenação municipal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Paula Coelho. 

Os professores também denunciam as péssimas condições de trabalho nas escolas e cobram estrutura adequada para as atividades de ensino. “Em Jardim Tropical –Serra –, há um Colégio cujo muro corre risco de desabar”, diz Paula.

Para Jonas Freire, diretor do Sindicato dos Bancários/ES, a pauta dos professores é justa e merece apoio de toda a população. “A educação pública deveria ser uma área prioritária para os governos. Essa é uma bandeira não só dos professores, mas de toda a sociedade, e para garantir educação de qualidade é preciso também valorizar o professor”, defende Jonas.

A marcha desta terça-feira fez parte da Greve Nacional da categoria, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e sindicatos estaduais, que teve início da segunda-feira, 17, e segue até esta quarta-feira, 19, com atos nos municípios da Grande Vitória e interior.

Repressão

Novamente a postura das forças policiais em atos públicos no Estado foi de repressão e violência contra manifestantes. Professores da Serra que realizavam uma passeata saindo de Carapina com destino ao aeroporto de Vitória foram recebidos pela Polícia Rodoviária Federal com spray de pimenta e gás lacrimogêneo.  Uma educadora atingida teve de ser levada ao hospital, depois que o Samu foi acionado pelo Sindiupes.

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