Propostas do Banco do Brasil não atendem principais reivindicações da categoria e a greve é inevitável

Nesta quarta-feira, 24, o Banco do Brasil apresentou as propostas ao Comando Nacional dos Bancários e à Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, na quarta rodada de negociação específica. Além de não atender a pauta de reivindicações da categoria, o BB apresentou propostas bem abaixo da expectativa dos bancários. Entre as propostas […]

Nesta quarta-feira, 24, o Banco do Brasil apresentou as propostas ao Comando Nacional dos Bancários e à Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, na quarta rodada de negociação específica. Além de não atender a pauta de reivindicações da categoria, o BB apresentou propostas bem abaixo da expectativa dos bancários.

Entre as propostas apresentadas estão bloquear até dezembro de 2014 todos os sistemas que estão fora do ponto eletrônico; disponibilizar o vale transporte em dinheiro; oferta de mais dois cursos de treinamentos para os primeiros gestores; não interrupção da pontuação por mérito pelas ausências dos delegados sindicais e autorização das horas extras dentro dos moldes do Plano de Função até dezembro, para quem quiser aderir. Sobre o índice, a proposta do banco foi de ratificar o índice da Fenaban, de reajuste salarial de 7,0%, o que significa 0,61% de aumento real.

A diretora do Sindibancários/ES e bancária do BB, Goretti Barone, enfatiza que, como nas demais rodadas, o BB manteve uma postura de desrespeito aos trabalhadores. “Nossa expectativa era de que o banco atendesse às reivindicações da categoria. Mas foram apresentadas propostas sobre questões que podem ser resolvidas no dia a dia do banco e que não devem ser debatidas em Campanha Nacional”, diz Goretti.

O Banco do Brasil não deu resposta aos pontos centrais da pauta da categoria, como Plano de Carreira e Remuneração (PCR); fim da lateralidade; PSO; Previ; Cassi; reestruturações e CABB; condições de trabalho; contratações; fim do assédio moral, entre outros.

Assembleia Geral

Nesta quinta-feira, 25, às 18 horas, será realizada assembleia geral da categoria para discutir proposta da Fenaban e aprovar o indicativo de greve a partir do próximo dia 30, por tempo indeterminado. “Somente por meio da nossa união e mobilização vamos conquistar nossos direitos. A nossa resposta à intransigência dos banqueiros deve ser a paralisação, para mostrar a eles a força da categoria e pressioná-los a atenderem nossa pauta de reivindicações”, destaca a diretora do Sindibancários/ES e bancária do BB, Maristela Corrêa. A assembleia será realizada no Centro Sindical dos Bancários, em Vitória.

As reivindicações não atendidas pelo BB são as seguintes:

Plano de Carreira e Remuneração (PCR)

O funcionalismo reivindica a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.

Volta da substituição

O Comando insiste na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.

Previdência complementar

Os bancários querem a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento.

Plano de Funções

Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.

Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade. Também querem a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.

Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.

Incorporação da comissão

Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência ,ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido.

Gerência média

As principais reivindicações desse segmento são a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.

Reestruturações

Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nesses casos. O Comando propôs a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.

CABB

Os bancários cobram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.

Folgas da Justiça Eleitoral

Os funcionários também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB.

Demais reivindicações

Os bancários também reivindicam a redução das taxas de empréstimos e de financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.

Com informações da Contraf e Seeb Brasília.

 

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