Quarta rodada de negociação termina e Fenaban não apresenta propostas

Na quarta rodada de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manteve a mesma postura intransigente adotada nas últimas negociações. O Comando Nacional dos Bancários apresentou as reivindicações de caráter econômico da Campanha 2014. Porém, as propostas foram recusadas pelos representantes da Fenaban. Entre os assuntos debatidos estão 14º salário, pisos para comissionados, isonomia salarial, […]

Na quarta rodada de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manteve a mesma postura intransigente adotada nas últimas negociações. O Comando Nacional dos Bancários apresentou as reivindicações de caráter econômico da Campanha 2014. Porém, as propostas foram recusadas pelos representantes da Fenaban. Entre os assuntos debatidos estão 14º salário, pisos para comissionados, isonomia salarial, parcelamento de adiantamento de férias, PLR e reajuste de 12,5%.

Não foi apresentada nenhuma proposta em relação ao reajuste e à PLR. No que diz respeito ao 14º salário, a Fenaban alega não ter possibilidade de ser aprovada pelos bancos. O Comando defendeu a reivindicação de criação de pisos de R$ 5.064,73 para primeiro comissionado e de R$ 6.703,31 para primeiro gerente. Os bancos não quiseram discutir o tema, alegando que se trata de política de cada empresa. 

Em relação à isonomia salarial, a Fenaban nega que haja diferença tanto entre funções quanto entre homens e mulheres. No que diz respeito ao parcelamento de adiantamento de férias, o Comando defendeu a proposta da categoria de que os trabalhadores, por ocasião das férias, possam requerer que a devolução do adiantamento feito pelo banco seja efetuada em até dez parcelas iguais e sem juros, a partir do mês subsequente ao do crédito. Os negociadores da Fenaban ficaram de levar a reivindicação para os bancos.

Novas rodadas de negociação

O Comando Nacional dos Bancários também exigiu uma resposta em relação às pautas da primeira rodada de negociação, que foi sobre saúde e condições de trabalho, e da segunda rodada, cujo tema foi igualdade de oportunidades. Esses temas serão debatidos em duas novas rodadas de negociação, que acontecerão nos dias 16 e 17, quando a Fenaban apresentará o Censo realizado na categoria. “Esperamos que também apresentem as propostas”, destaca o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES e representante do Espírito Santo no Comando Nacional dos Bancários, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

Também ficou marcada uma nova rodada de negociação para o dia 19, quando a Fenaban apresentará uma proposta global para a pauta econômica. Diante dessa situação, a Intersindical, representada por Carlão, propôs que o Comando orientasse os sindicatos a realizarem uma assembleia geral no dia 22 para discutir a proposta a ser apresentada no dia 19 e dar início a uma possível greve no dia 26. Contudo, a maioria cutista não aprovou a proposta, sendo deliberado que só será apresentado um calendário a partir da reunião do dia 19 e que na segunda-feira, 15, será Dia Nacional de Luta. “Isso quer dizer que a maioria cutista está postergando a greve para outubro, para depois da database, que é em setembro”, afirma Carlão.

Outras reivindicações econômicas

A 16ª Conferência aprovou a reivindicação de R$ 724,00, o equivalente ao salário mínimo nacional, para os vales-alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá. Os bancários também reivindicam a criação de um 13º vale-alimentação.

Os representantes da Fenaban também disseram que vão levar a reivindicação aos bancos. Em relação ao auxílio-educacional, argumentaram que cada banco tem a sua política e não querem incluir a cláusula na Convenção Coletiva.

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