Quarta semana de greve começa com 353 agências fechadas

Greve segue resistente com 353 agências fechadas, número superior ao recorde histórico de 2015 quando os bancários paralisaram 348 agências. Na quinta-feira, paralisação chegou em 356 agências

Os bancários capixabas entraram na quarta semana da grave nacional nesta segunda-feira (26) completando 20 dias de paralisação. A greve segue com 353 agências fechadas, número superlativo que representa 78% do total. Os bancários aguardam resposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para as reivindicações expressas na minuta construída pela categoria e apresentada pelo Comando Nacional em mesa de negociação.

Na Grande Vitória, são 190 agências fechadas: entre elas, todas as 40 agências da Caixa, 56 entre as 58 agências do Banestes, 43 entre as 44 agências do Banco do Brasil, 15 entre as 15 agências do Santander, 15 entre 15 agências do Itaú, 15 entre 15 agências do Bradesco, uma agência do Banco Safra e cinco entre as cinco agências do HSBC.

No interior, são 163 agências fechadas: 45 entre as 48 agências da Caixa, 46 das 56 agências do Banestes, 57 das 60 agências do Banco do Brasil, quatro das quatro agências do Bradesco, quatro, das quatro agências do Itaú, duas das duas agências do HSBC.

Número recorde

A greve de 2016 é um marco da resistência bancária capixaba. Ainda na terceira semana de paralisação a categoria conseguiu paralisar 356 agências do interior e da Grande Vitória, número histórico nos 82 anos de Sindibancários/ES. O último recorde foi conquistado em 2015 com 348 agências fechadas.

Negociação

última rodada de negociação, realizada no dia 15, terminou sem acordo e não há próxima reunião agendada. Enquanto os banqueiros se recusam a negociar de forma séria com a categoria, a greve segue por tempo indeterminado.

Lucro X demissões

No primeiro semestre de 2016, o lucro dos cinco maiores bancos que atuam no país chegou a R$ 29,7 bilhões de lucro. Enquanto isso, de janeiro a julho houve corte de 7.897 postos de trabalho.

Contra a retirada de direitos

Em greve desde o dia 06 de setembro, os bancários e bancárias participaram nesta quinta de ato público que marcou um dia nacional de mobilização contra as ameaças aos direitos promovidas pelo governo ilegítimo de Temer. Entre as medidas criticadas estão o projeto de lei que libera a terceirização no país (PLC 30/2015), a PEC 241/2016, que propõe o congelamento de gastos sociais por até vinte anos, e o PLP 257/2016, que renegocia as dívidas dos Estados com a União retirando direitos dos servidores públicos e a Reforma da Previdência.

Principais reivindicações dos bancários

  • Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
  • PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
  • Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
  • Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
  • 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
  • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

 

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