Quem somos

Sindicato dos Bancários do Espírito Santo foi fundado em 12 de janeiro de 1934, ainda sob o nome “Sindicato dos Bancários de Vitória”, que depois viria a abranger todo o Estado. Hoje, prestes a comemorar 80 anos de existência, a entidade representa mais de 7.700 trabalhadores de bancos públicos e privados que atuam em todos os municípios capixabas.

A sede do Sindicato fica na Rua Wilson Freitas, n° 93, Centro de Vitória. Outras três subsedes ficam em Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares, compreendendo todo o Espírito Santo. O Sindicato possui também um Centro Sindical, utilizado em assembleias, eventos culturais e esportivos.

60 anos do Sindibancários ES

Um pouco da nossa história

No ano de 1934, quando foi fundado o “Sindicato dos Bancários de Vitória”, a cidade contava com algumas poucas agências bancárias, motivo pelo qual a ata da fundação não devia estar muito longe da verdade ao afirmar que os 32 bancários participantes da reunião realizada representavam “grande parte da classe de empregados em bancos desta capital.”

A fundação do Sindicato se dá num momento de expansão das atividades bancárias em nível nacional. Neste mesmo ano, eclodiu a primeira greve nacional da categoria, coordenada pelos sindicatos do Rio de Janeiro, São Paulo e Santos, que reivindicava o direito à aposentadoria e estabilidade no emprego após dois anos de serviço. As reivindicações do movimento foram atendidas. Mesmo com pequena atuação do Sindicato capixaba, neste ano, as primeiras conquistas atendidas já sinalizavam para o Estado o surgimento de uma importante entidade da classe trabalhadora.

Desde esse período até a intervenção sofrida pela entidade no regime militar, em 1964, acontecem as primeiras greves e as lutas em torno da organização e estruturação mínima da entidade. O que culminou como o golpe de Estado de 1964, além de uma crise institucional, provocou uma crise econômica e social que contribuiu para o fortalecimento do movimento sindical brasileiro. Várias greves foram deflagradas reivindicando reajustes salariais, fim da carestia e outras demandas trabalhistas. No contexto regional, greves e uma variedade de manifestações populares fazem as notícias do dia a dia na imprensa local.

Foi também neste contexto, de 1964 até 1979, que articulou-se a primeira oposição sindical à direção da entidade; a discussão da época era o caráter assistencialista e despolitizado da direção da entidade na década de 70 e o crescimento da estruturação do material do Sindicato.

Nos anos 80, surge o jornal Correio Bancário, que passa a registrar uma série de greves e mobilizações que voltaram a ocorrer a partir de 1985, até o começo dos anos noventa. O SEEB-ES cresceu enormemente em termos de associados e de estrutura material, terminando por tornar-se uma das mais importantes referências no cenário sindical capixaba.

Já nos anos 2000, seguindo para os primeiros anos do governo Lula, houve uma retomada das mobilizações de massa da categoria, com greves, passeatas e atividades constantes. Para os bancários foi um período de alguns avanços na distribuição dos lucros e resultados e no aumento real nos salários. Outro fato marcante do período foi o retorno do crescimento no número de bancários, após queda verificada durante a segunda metade dos anos 1990.

Foi também uma conquista o fato de os bancários receberam aumento real em todas as campanhas nacionais unificadas desde 2004 e, a cada ano, garantirem acordos melhores para a PLR. Hoje, as principais lutas da categoria são pela defesa do emprego e fim das demissões; reajuste salarial condizente com os enormes lucros dos banqueiros no nosso país; combate à terceirização, às metas e ao assédio moral; igualdade de oportunidades; entre outras.

O Brasil vive um momento de efervescência popular, onde milhares de pessoas ocupam as ruas quase que diariamente em luta por mais investimentos sociais, fim da corrupção e mais rigor para aqueles que usufruem do dinheiro público.  O Sindicato dos Bancários/ES, além de lutar pelas questões específicas da categoria bancária, como defesa do emprego, fim das demissões, reajuste salarial, combate à terceirização, às metas e ao assédio moral e igualdade de oportunidades, busca contribuir para a organização dos bancários e das bancárias em conformidade com os princípios da solidariedade de classe. Nesse sentido, a entidade tem sido protagonista, junto com outras organizações e movimentos sociais, de diversas lutas que buscam construir uma sociedade mais justa, humana e igualitária.