Quinta-feira é dia nacional de luta em defesa das estatais

Os bancários e bancárias participarão das mobilizações defendendo os bancos públicos. No Espírito Santo, pela manhã, serão realizadas panfletagens na Caixa, no BB e no Banestes do Centro de Vitória e às 12h acontece o ato unificado na Praça Costa Pereira.

Defender as empresas públicas é defender o Brasil

Nesta quinta-feira, dia 05 de julho, trabalhadores de várias categorias irão realizar atividades em todo o país para lembrar a importância das estatais. As mobilizações fazem parte do “Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas e pela Soberania Nacional”.

As empresas públicas são pilares do desenvolvimento social e econômico do País. Petrobras, Eletrobras, Correios, Cesan, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banestes, por exemplo, estão presentes na vida de milhares de brasileiros e brasileiras, seja na energia e que consumimos, nos combustíveis que movem os meios de transporte, nos financiamentos de obras estruturais na nossa cidade ou nos créditos que acessamos para nossa família.

É através das empresas públicas que o governo consegue construir políticas voltadas para toda a população, e não apenas para o setor industrial e comercial. O Setor privado sempre teve interesse em controlar as empresas estatais e o nicho de mercado que elas representam. Com muita resistência, as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros resistiram a várias ondas de privatização, obtendo importantes conquistas. Mas nossa luta não pode parar!

Como governo ilegítimo de Michel Temer, as ameaças de privatização às estatais voltaram à tona. Temer quer entregar o Pré-Sal brasileiro, a Caixa, a Eletrobras e todas as outras empresas públicas a preço de banana para o capital privado. As estatais são patrimônio do povo brasileiro, foram construídas com recursos públicos, dos trabalhadores e das trabalhadoras, e têm uma função social a cumprir diante de um país com tantas desigualdades.

Nós não vamos abrir mão do nosso patrimônio!

Banco do Brasil: o nome já diz tudo

Se o Banco é do Brasil, tem que ser dos brasileiros, em especial dos trabalhadores e das trabalhadoras que produzem toda a riqueza nacional. O BB já tem parte do seu capital privado, mas a intenção do governo Temer é preparar o banco para uma privatização completa. Por isso, o governo vem reduzindo cada vez mais o papel social do BB e precarizando as condições de trabalho no banco, o que atinge diretamente os empregados e a população, já que atendimento fica mais demorado. Temos que lutar para interromper o desmonte do Banco do Brasil e para que ele continue sendo um fomentador das políticas públicas.

Além do BB, vale destacar outro banco de desenvolvimento que está presente do Espírito Santo e pelo qual temos que zelar: o Banco do Nordeste (BNB).

A Caixa é do povo. Por uma Caixa 100% pública

A Caixa está presente no dia a dia de milhões de pessoas, por intermédio de seus programas sociais, do FGTS, do PIS, dos programas de habitação, poupança e loterias. Em muitos locais do País é o único banco presente, inclusive com duas agências-barco. E tem que continuar assim: pública e presente.

O governo temer quer a todo custo privatizar a Caixa, inclusive fatiando o banco para vendê-lo aos poucos. A venda das loterias da Caixa já foi anunciada e, se realmente ocorrer, representará uma perda enorme para a população. Todos os anos as loterias arrecadam bilhões, que são que são repassados para as áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança, educação e saúde.

A Caixa é o banco das políticas sociais, da habitação popular, do saneamento, do povo. Isso só é possível com a manutenção do seu caráter público. Defenda a Caixa você também!

Dos 12,9 bilhões arrecadados pelas loterias da Caixa em 2016, R$ 4,8 bi foram transferidos para programas sociais.

 Banestes: esse banco é da nossa conta

O Banestes é único banco presente em todos os 78 municípios capixabas, sendo que 19 deles são atendidos apenas pelo Banestes.  É a maior rede bancárias estadual, que contribui para a democratização do crédito em todo o Estado. É nele em que produtores rurais, comerciantes, empresas e a população em geral conseguem crédito e fazem suas movimentações financeiras.

O Governo do Estado é o acionista majoritário, detendo 92,3% das ações do banco. Isso significa que a maior parte do lucro do Banestes – R$ 175,2 milhões em 2017 – vai para o caixa único do estado e pode ser aplicado em políticas sociais, na economia das microrregiões ou na expansão da própria rede de atendimento para atender melhor a população capixaba. Se o Banestes fosse privatizado, todo esse lucro iria para o bolso dos acionistas e sequer ficariam no Espírito Santo, porque seriam direcionados para a matriz do banco comprador. Por isso precisamos defender a manutenção do Banestes público e estadual.

E não podemos esquecer do Bandes, que junto com o Banestes compõe o Sistema Financeiro Estadual. Estamos de olho e acompanhando qualquer movimento que possa colocar em risco o patrimônio público dos capixabas.

O petróleo é nosso, e a Petrobras também

A Petrobras foi criada em 1953 e é umas das empresas líderes mundiais em energia.  As principais ameaças à Petrobras são a venda de ativos, a privatização das reservas do pré-sal e das refinarias. As ameaças que pesam sobre a Petrobras pesam também sobre o Brasil, porque a exploração do petróleo por empresas privadas não se traduz em desenvolvimento para a sociedade. Isso só ocorre se o controle da atividade estratégica for feito pelo Estado, com a utilização dos recursos para o crescimento do País.

Em apenas um mês, entre 22 de abril e 22 de maio de 2018, os preços da gasolina e do diesel no Brasil subiram 16 vezes, totalizando aumentos de em média 20% nas refinarias, e até 47% para o consumidor final. A situação é fruto de uma escolha equivocada do governo Michel Temer (MDB) e da presidência da Petrobras, que estava nas mãos do tucano Pedro Parente, que pediu demissão após a greve dos petroleiros.

Desde que assumiu a estatal, Parente implantou a política de paridade internacional dos preços de derivados de petróleo, que perdura na atual presidência da Petrobras, hoje nas mãos de Ivan Monteiro. As refinarias brasileiras, capazes de refinar 2,4 milhões de barris de petróleo por dia, estão trabalhando com apenas 68% dessa capacidade. Para se ter ideia do estrago, existem atualmente 392 empresas autorizadas a importar derivados de petróleo para o Brasil. Antes do golpe, eram 129. Ou seja, exportamos o óleo bruto e compramos muito caro a gasolina e o diesel que somos perfeitamente capazes de produzir. As empresas americanas Shell, Esso, Chevron agradecem.

Eletrobras: não queremos um país às escuras

A Eletrobras é a maior empresa brasileira de transmissão e geração de energia elétrica, com distribuição nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima e participação em projetos binacionais no Uruguai, Paraguai e Bolívia. Além de majoritária no controle de suas subsidiárias, também detém metade do capital de Itaipu, líder mundial em energia limpa e renovável.

O Programa de Parceria e Investimento (PPI) de Temer inclui a privatização da Eletrobrás e de outras estatais que lideram a geração, transmissão e distribuição elétrica no país. A energia elétrica é um bem público essencial para a qualidade de vida do povo e o desenvolvimento nacional. E como bem público, não pode ficar sob controle do setor privado. Se isso acontecer, o preço da energia ficará ainda mais caro e o Brasil pode ficar literalmente às escuras. Nos países que venderam suas estatais de energia, como Portugal, a conta de luz (entre 2010 e 2015) subiu 44,3% para as famílias. Não queremos que isso se repita aqui.

 

Cesan

Em março de 2017 o governo Temer anunciou mais 55 projetos do Programa de Parceria do Investimento (PPI), entre eles a desestatização de 14 empresas estaduais de saneamento. É o Caso da Cesan, a Companhia Espírito Santense de Saneamento. O acesso à agua e ao saneamento básico são direitos. Privatizar é colocar a lógica do lucro acima da vida, acima do direito básico à água e ao saneamento. A água é um bem de domínio público e deve ser entendida e valorizada como tal. A privatização da Cesan pode elevar o preço dos serviços de abastecimento e trazer impactos irreversíveis ao meio ambiente, já que a iniciativa privada visa apenas o lucro e não têm nenhum compromisso a preservação dos mananciais.

Correios 

A Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos, ou simplesmente Correios, é uma das maiores e mais importantes empresas estatais do país. Presta um serviço indispensável ao povo brasileiro, cumprindo papel estratégico na integração nacional. Mas o governo Temer está provendo um verdadeiro desmonte dos Correios, com fechamento de unidades e planos de demissão em massa. Esse sucateamento afeta os serviços e as condições de trabalho, e são ações que revelam o interesse e o risco real de privatização dos Correios, para desvalorizar uma das maiores empresas públicas do país, para vendê-la a preços de banana para os investidores privados.

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