Realizada primeira rodada de negociação do BNB

Terminou nesta sexta-feira, 11 de setembro, a primeira rodada de negociação específica do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que teve início no dia 10. Durante a rodada representantes da Contraf e a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB apresentaram aos diretores do banco, no primeiro dia, reivindicações sobre isonomia, incorporação de função, ponto eletrônico, […]

Terminou nesta sexta-feira, 11 de setembro, a primeira rodada de negociação específica do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que teve início no dia 10. Durante a rodada representantes da Contraf e a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB apresentaram aos diretores do banco, no primeiro dia, reivindicações sobre isonomia, incorporação de função, ponto eletrônico, equiparação de função, reintegração dos demitidos e terceirização. No segundo dia os assuntos debatidos foram previdência, saúde e programa de assistência social.

No quesito isonomia, as reivindicações expostas foram licença-prêmio para todos e anuênio para os bancários mais novos. “A luta pela isonomia não é isolada, ela acontece em todos os bancos federais desde 98, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu uma resolução retirando diversos direitos dos funcionários com menos tempo de casa. E hoje os trabalhadores lutam para reaver esses direitos. No caso dos bancários do BNB um deles é o anuênio”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES João Bosco.

Além disso, os trabalhadores defendem que as ausências abonadas sejam colocadas na SIN Pessoal, bem como o empréstimo de férias. A Comissão Nacional dos Funcionários destacou, ainda, que o desligamento de cerca de 70 empregados durante a gestão do presidente do BNB Byron Queiroz foi algo traumático para a instituição financeira e que a reintegração dessas pessoas ao corpo funcional do BNB teria impacto mínimo, podendo, inclusive, ser feita por meio de Acordo Coletivo.

Em relação à isonomia e à reintegração das 70 pessoas desligadas, a direção do BNB afirmou que irá analisar o assunto e enfatizou que o ocorrido na gestão de Byron Queiroz foi realizado com ato jurídico perfeito. No que diz respeito ao ponto eletrônico, foi cobrada do BNB uma posição quanto à instalação definitiva do ponto para controle e garantia de jornada. A direção do Banco informou que até o final de 2015 todas as unidades estarão definitivamente com o ponto eletrônico instalado.

Os representantes dos bancários também reivindicaram a contratação dos concursados. Os trabalhadores destacaram que no Acordo Coletivo de 2014 o BNB assumiu o compromisso de ampliar o quadro de funcionarios criando 1300 novos postos de trabalho. O Banco reconheceu que não houve esse acréscimo. Informou que hoje o BNB tem 7.330 funcionários e o teto solicitado ao Dest é de 8.450, e ainda depende de uma portaria autorizando. Informou que serão abertas 28 novas agências no Nordeste. A Contraf reivindicou clausular a contratação do pessoal que falta para completar a pedida do Acordo Coletivo do ano passado, ou seja, os 1.300 novos bancários.

Segundo dia de negociação

Na mesa que terminou na sexta-feira, 11, os trabalhadores reivindicaram aporte de recursos por parte do Banco para os planos BD e CVI da Capef e pediram o equilíbrio atuarial dos planos. Com aporte de recursos por parte do BNB, os bancários esperam redução das contribuições dos participantes.

Sobre a cláusula de democratização da Capef, as entidades lembraram que hoje o plano de previdência tem dois patrocinados: os bancários e o banco. E, assim, reivindicam paridade na gestão, ou seja, que um representante dos trabalhadores tenha assento no Conselho da Capef, a exemplo dos planos de previdência de outros bancos públicos.

Na cláusula de saúde, a principal reivindicação dos trabalhadores é o fortalecimento da Camed, com a contribuição do patrocinador duas vezes maior que a do funcionário. Outra proposta é de melhoria na gestão da caixa de assistência, com maior contribuição do Banco, diminuindo a participação dos assistidos. Também foi cobrada paridade na gestão da Camed, com participação dos trabalhadores nas decisões.

Ainda na cláusula de saúde, foi reivindicada a criação do Programa de Assistência Social (PAS), para aquisição de serviços não cobertos pela caixa de assistência, como compra de óculos, prótese, tratamento odontológicos etc. Será feito um adiantamento para o funcionário, que devolveria ao banco num prazo estabelecido e sem juros. No combate ao assédio moral, os trabalhadores reivindicam a adesão do BNB ao Protocolo de Prevenção de Conflitos. A adesão deve ser formalizada por um acordo aditivo.

A segunda rodada de negociação do BNB será na quinta-feira, 17, sobre os temas Igualdade de Oportunidades e Remuneração, na sede da Contraf, em São Paulo.

Com informações da Contraf

Foto: Seeb/Ceará

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