Remanejamento de empregados não resolve carência de pessoal na Caixa

Ao invés de convocar concursados para ocupar as vagas abertas com a saída dos empregados no Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA), a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, desconversou sobre a reposição dos mais de três mil trabalhadores e fala apenas em remanejamento. Para isso o banco pretende utilizar uma fórmula levando em conta a […]

Ao invés de convocar concursados para ocupar as vagas abertas com a saída dos empregados no Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA), a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, desconversou sobre a reposição dos mais de três mil trabalhadores e fala apenas em remanejamento. Para isso o banco pretende utilizar uma fórmula levando em conta a rentabilidade e a produtividade da agência. As unidades que apresentarem maior equilíbrio podem manter ou ganhar empregados. Já aquelas que apresentarem desequilíbrio entre rentabilidade e produtividade podem perder empregados.

“Isso é um absurdo! A Caixa quer usar um parâmetro geral para avaliar agências com características diferentes, com públicos diferenciados. Na verdade, o remanejamento não resolve o problema da carência de pessoal, mas pode prejudicar ainda mais agências que precisam de pessoas”, avalia a diretora do Sindicato Lizandre Borges. Ela cita, como exemplo, que se uma unidade tem que absorver prejuízo de um contrato da área comercial e registra, momentaneamente, a queda na rentabilidade, pode ser prejudicada. “Mas o movimento diário nessa unidade que atende a um grande número de clientes continua o mesmo. Então nada justificaria falar em perda de empregado”, exemplifica.

O remanejamento foi citado pela presidenta da Caixa num áudio divulgado nas redes sociais. “Decidimos fazer um remanejamento de pessoas a partir de um estudo que a DEPES e a DEGAN fizeram em cima da produtividade das agências e a partir da avaliação de onde está mais desequilibrada essa questão de empregados…a gente acredita que até o final de julho consiga fazer todo esse remanejamento para equacionar o que a gente sabe que é um problema importante para o conjunto das agências e filiais”, afirma, Miriam Belchior.

Diante disso, aComissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT nas negociações com o banco, solicitou nova audiência com a presidenta para cobrar explicações sobre essas afirmações.

Na avaliação de Lizandre Borges, mais do que nunca os empregados devem reforçar a campanha “Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil”, que cobra contratações de concursados para suprir a carência no banco. “A Caixa já interrompeu a expansão da rede, agora reduz o número de empregados. A consequência será a diminuição da atuação do banco público, permitindo que outras instituições e correspondentes bancários ocupem espaço nesse mercado”, alerta a diretora do Sindicato.  

 

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