Representantes de funcionários do BB de todo o Brasil participam de reunião sobre a Cassi

Com a proposta de avançar na discussão sobre a sustentabilidade da Cassi, em especial do Plano de Associados, representantes de 63 entidades de funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil se reuniram na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB-DF). O encontro, que foi realizado no último dia 09 de fevereiro, reuniu 103 pessoas […]

Com a proposta de avançar na discussão sobre a sustentabilidade da Cassi, em especial do Plano de Associados, representantes de 63 entidades de funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil se reuniram na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB-DF). O encontro, que foi realizado no último dia 09 de fevereiro, reuniu 103 pessoas e definiu propostas de propostas de equacionamento da questão financeira da Caixa de Assistência. O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda, a coordenadora do Conselho de Usuários da Cassi/ES, Maria da Penha Costa Calmon Rodrigues, e da AFABBES, Alcidéia Nunes Quinelato,  representaram os ativos e aposentados do BB  do Espírito Santo.

O regime de solidariedade foi apresentado e defendido como o único regime que pode garantir aos ativos e aposentados o acesso aos serviços de saúde necessários à prevenção ou recuperação da saúde a custos suportáveis. Além disso, foi feita a proposta de ampliar a utilização do Modelo de Atenção Integral à Saúde com a Estratégia de Saúde da Família em todo o Brasil. Para o grupo, isso é o que irá garantir a sustentabilidade do plano.

Gestão que adoece

Durante a reunião, também foi discutido como o modelo de gestão do banco provoca o adoecimento dos trabalhadores. A cada ano, cresce o número de bancários e bancárias que recebem prescrição para fazer uso de medicamentos controlados em virtude das péssimas condições de trabalho, assim como os casos de Lesão Por Esforço Repetitivo (LER/DORT).No entanto, grande parte dos casos de adoecimento não é considerada acidente de trabalho, isentando o Banco do Brasil de sua responsabilidade em arcar com os custos do tratamento. Mais uma vez, os trabalhadores são penalizados e obrigados a pagar o tratamento. Com isso, há também um aumento dos custos da CASSI.

 “Como se vê, a luta pela melhoria da CASSI precisa estar atrelada à luta por um banco público, que tenha como princípios o respeito aos trabalhadores e a atuação focada no desenvolvimento social do país. Nossa luta é árdua, pois o banco tem pautado sua atuação unicamente na busca pelo lucro e na disputa pelo ‘primeiro lugar’. Como consequência, há um massacre dos trabalhadores nos locais em que atuam. Nessa sanha desenfreada a favor dos acionistas e do mercado, quem arca com os ônus é o trabalhador!”, afirma Thiago Duda.

Com relação à organização dos debates e da representação dos funcionários na mesa de negociações com o BB, foi sugerido que a representação funcional seja formada por entidades sindicais, representação dos aposentados e dos conselhos de usuários da CASSI. Ainda nessa proposta, foram apresentados os nomes dos bancários do Banco do Brasil Maeda (RS), Adelmo (SP), Cláudio (DF), Sérgio Dourado (GO) e Humberto (BA) como representantes dos conselhos de usuários a nível nacional.

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