Retirada de direitos dos trabalhadores é denunciada na Marcha pela Vida e Cidadania

Além da violência contra a classe trabalhadora também foram denunciadas as violências contra os direitos sociais, os direitos humanos, as políticas públicas e o meio ambiente

Entre as inúmeras formas de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras que foram denunciadas está a reforma trabalhista

No dia 1º de maio aconteceu a 19ª Marcha pela Vida e Cidadania, em Cariacica. Com o tema “Basta de Violência!”, a manifestação denunciou as mais diversas formas de violência, como a cometida contra os trabalhadores e trabalhadoras por meio da retirada de direitos. O Sindicato dos Bancários/ES, juntamente com outros sindicatos, movimentos sociais e pastorais sociais, participou da atividade, que saiu do bairro Castelo Branco rumo a Jardim Botânico.

O diretor do Sindibancários Fabrício Coelho destaca que, na atual conjuntura, mais do que nunca, é preciso a união da classe trabalhadora.

Fabrício destacou a importância da união da classe trabalhadora

“Este ano os trabalhadores e trabalhadoras irão sentir com mais força o peso da retirada de direitos imposta pela reforma trabalhista. Portanto, quando trabalhadores de uma determinada categoria virem os de outra fazendo greve, é importante não reproduzir o discurso da Globo e de outras emissoras, que são contrárias, e apoiar os trabalhadores. É preciso ter consciência de que os grandes meios de comunicação estão a serviço dos donos de grande parte da riqueza deste país”, diz Fabrício.

Manifestantes em marcha pelas ruas de Castelo Branco

Além da reforma trabalhista, outras formas de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras foram destacadas, como privatizações, terceirizações indiscriminadas e ajustes fiscais. A Marcha pela Vida e Cidadania também denunciou os ataques aos direitos sociais, aos direitos humanos, às políticas públicas e ao meio ambiente. Foram destacados a baixa qualidade na oferta de serviços públicos essenciais, como saúde, transporte, educação e habitação; o crime ambiental cometido pela Samarco no Rio Doce, a violência contra a mulher, o extermínio da juventude negra, entre outros. O coordenador do Círculo Palmarino no Espírito Santo Lula Rocha salientou que o Espírito Santo é o estado onde mais se mata jovens negros.

“Por isso a juventude negra participa todos os anos desta marcha, que é um espaço para denunciar que no Espírito Santo homens e mulheres estão morrendo cotidianamente simplesmente pelo fato de serem negros e negras. E continuaremos marchando enquanto essa realidade permanecer”, diz Lula.

O assassinato dos jovens negros Damian e Ruan Reis, moradores do Morro da Piedade, no Centro de Vitória, ocorrido em março deste ano, foi lembrado pelos manifestantes, que também recordaram o extermínio da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista Pedro Anderson Gomes.

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