Rodada de negociação com Banestes discute saúde e condições de trabalho, mas banco não se posiciona

Aconteceu na tarde desta terça-feira, 27, a segunda rodada de negociação específica do Banestes, que discutiu o tema saúde e condições de trabalho. O Banco ainda não se posicionou sobre as reivindicações da categoria, se comprometendo apenas a analisar a pauta. O tema voltará a ser discutido na próxima reunião de negociação, marcada para esta […]

Aconteceu na tarde desta terça-feira, 27, a segunda rodada de negociação específica do Banestes, que discutiu o tema saúde e condições de trabalho. O Banco ainda não se posicionou sobre as reivindicações da categoria, se comprometendo apenas a analisar a pauta. O tema voltará a ser discutido na próxima reunião de negociação, marcada para esta quinta-feira, 29. 

Entre as reivindicações apresentadas, merece destaque a cláusula 43ª, referente ao retorno ao trabalho após a licença médica. Os bancários reivindicam que, em caso de afastamento da função por orientação do INSS ou por decisão da área de saúde, o trabalhador, ao voltar ao trabalho, permaneça na mesma dependência onde trabalhava, tendo direito à incorporação da gratificação que recebia antes da licença. 

“O bancário afastado por doença ocupacional não pode ser penalizado por isso, portanto, ao retornar ao trabalho ele deve ter os mesmo direitos que antes, retornando na mesma função, na mesma dependência e sem redução da remuneração”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Jessé Alvarenga. 

Os bancários também cobraram a manutenção do tíquete alimentação durante todo o período de afastamento por licença médica e doença ocupacional. Atualmente, o Acordo prevê o pagamento do tíquete por apenas 12 meses. 

Próxima rodada discutirá remuneração

Além de retomar o debate sobre saúde, a próxima rodada de negociação, nesta quinta,29, iniciará a discussão das cláusulas econômicas da categoria, como índice de reajuste salarial, PLR, auxílio creche/babá e adiantamento do décimo terceiro salário. 

Entre as principais reivindicações está a reposição das perdas salariais ocorridas no período de setembro de 1994 a agosto de 2013, tema que a direção do Banestes se recusou a negociar nos últimos anos, seguindo apenas a mesa na Fenaban. 

“O banco não pode adotar a mesma postura intransigente. Os bancários têm perdas específicas maiores que as da Fenaban e isso deve ser considerado. Esperamos que a direção do Banco apresente uma proposta concreta, que contribua para o reconhecimento e valorização dos trabalhadores bancários”, conclui Jessé. 

Imprima
Imprimir