Negociação termina sem propostas da Fenaban

A reunião chegou ao fim sem que uma nova negociação fosse agendada.

Em rodada de negociação ocorrida em São Paulo nesta quinta-feira, 15, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou nenhuma proposta para a categoria bancária. Além disso, a reunião chegou ao fim sem que uma nova negociação fosse agendada.

“Agindo dessa forma, a Fenaban se mostra intransigente e desrespeitosa com os trabalhadores e clientes. Prosseguimos mobilizados para garantir conquistas nesta Campanha Salarial”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários/ES e representante dos bancários capixabas e da Intersindical no Comando Nacional.

Não há motivo que justifique a recusa da Fenaban em atender as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras. Em 2015 os cinco maiores bancos do Brasil lucraram R$ 69,9 bilhões. Mesmo com lucros exorbitantes, os banqueiros insistem em querem lucrar ainda mais às custas da precarização das condições de trabalho dos bancários e do atendimento ao cliente. No ano passado foram cortados quase 10 mil postos de trabalho nos bancos em todo o Brasil. Isso significa sobrecarga de trabalho e, consequentemente, aumento do tempo de espera nas filas do banco em virtude do número insuficiente de bancários para atender a população.

Principais reivindicações dos bancários:

• Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real.
• PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
• Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
• Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
• Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
• 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
• Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
• Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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