Rose de Freitas não assina termo de compromisso em defesa do Banestes

Candidata foi a única concorrente ao governo do Estado que não assinou documento que propõe compromisso em defesa do Banestes público e estadual

A candidata ao governo do Estado, Rose de Freitas, do partido Podemos, foi a única que não assinou o termo de compromisso em defesa do Banestes público e estadual. Todos os candidatos foram procurados pelo  Sindicato dos Bancários/ES – entidade que coordena o Comitê Estadual em Defesa do Banestes – para assinar o documento em que se comprometem, caso eleitos, a manter o Banestes público  e capixaba.

O primeiro contato com assessoria de Rose Freitas foi realizado no dia 11 de setembro. Desde então, a diretoria do Sindibancários/ES tentou por diversas vezes marcar uma agenda ou ir até ao local em que a candidata estivesse. Na última sexta-feira, 28, a assessoria chegou a agendar a assinatura do termo para esta terça-feira, 02. No entanto, o encontro foi desmarcado pela equipe de Rose sob a alegação de “falta de horário disponível na agenda”.

Em matéria publicada no jornal A Gazeta, no dia 22 de setembro, Rose de Freitas não assume o compromisso em manter o Banestes público estadual, apenas afirma ser contra a venda do banco atualmente,  “(…) pois o momento do país não é adequado para isso”, disse.

“O Sindicato tem procurado pela candidata insistentemente. Mas mesmo dizendo que não é a favor da venda do banco agora, ela não se disponibilizou até o momento para assinar esse compromisso. Por isso, o posicionamento de Rose de Freiras é um risco para a defesa do Banestes  público e estadual, uma vez que deixa em aberto a possibilidade de privatizar o banco em outra ocasião, caso seja eleita”, enfatiza o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Os candidatos André Moreira (Psol), Aridelmo Teixeira (PTB), Carlos Manato (PSL), Jackeline Rocha (PT) e Renato Casagrande (PSB) assinaram o termo e se comprometeram com a defesa do Banestes público e estadual

Defesa do Banestes

O termo firma com os candidatos o compromisso de, caso eleitos, elaborarem Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garanta ao Estado o controle acionário do Banestes, mantendo o banco como patrimônio público e  vinculado ao governo do Estado. Além disso, a revogação da PEC, no caso de tentativas futuras de privatização, só poderá ser feita mediante aprovação da Assembleia Legislativa e consulta à sociedade por meio de Plebiscito Popular.

Foram a mobilização e a luta  da categoria bancária com a articulação e apoio da população que mantiveram o Banestes público e estadual. Nos últimos anos, foram várias as tentativas de privatização do banco – a última em 2009, durante o governo Paulo Hartung.

Banestes fomenta o desenvolvimento regional

O Banestes é único banco presente em todo o Espírito Santo e com grande potencial de crescimento. São mais de 800 pontos de atendimento, distribuídos nos 78 municípios capixabas, sendo que 19 deles são atendidos apenas pelo Banestes. É a maior rede bancária estadual, que oferece uma carteira completa de produtos e serviços.

Além disso, o Banestes tem a capacidade de investir os lucros na economia das microrregiões de todo o Estado, tanto na melhoria e na expansão da rede de atendimento, como na abertura de linhas de financiamento para pequenos e médios agricultores e empresários.

Por tudo isso, o Banestes tem uma importância estratégica para o desenvolvimento capixaba. É nele que produtores rurais, comerciantes, empresas e a população em geral conseguem crédito e fazem suas movimentações financeiras.

“Precisamos nos manter vigilantes na luta em defesa do Banestes e cobrar do governo que o banco seja instrumento para execução de políticas públicas, que viabilizem o desenvolvimento regional”, pontua Freire.

 

 

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