Santander quer impor retrocesso no Acordo Aditivo

O banco propõe alterações na cláusula de bolsas auxílio estudo que dificultariam o acesso do trabalhador ao benefício, além de não reajustar o valor.

A renovação do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi discutida em reunião de negociação entre a Contraf, Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE) e representantes do banco na quarta-feira, 22, em São Paulo. O banco propôs a renovação do aditivo na totalidade, porém, com algumas inclusões e uma alteração, que não atendem às reivindicações dos bancários e bancárias.

O banco propõe alterações na cláusula de bolsas auxílio estudo que dificultariam o acesso do trabalhador ao benefício, além de não reajustar o valor. O Santander também se limita a discutir em outro momento questões que afligem os funcionários, em temas como saúde e condições de trabalho.

“Não vamos aceitar retrocesso. Discutir condições de trabalho é a pauta central das negociações. Não abrimos mão disso”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Jonathas Correa.

Em relação ao Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), o banco não apresentou proposta, alegando não ter tido tempo hábil para isso.

“Esperamos que o banco apresente uma proposta a contento na próxima reunião. Continuaremos mobilizados para pressionar o Santander a negociar”, afirma Jonathas.

A instituição financeira informou que a próxima negociação está prevista para o dia 6 de julho, data ainda a ser confirmada.

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