Santander: rodada de negociação específica não avança

Banco não atendeu às reivindicações dos empregados, abordando poucos pontos da pauta e apresentando propostas que ficaram aquém das expectativas. Próxima reunião será na quarta-feira, 13.

Aconteceu na última quarta-feira, 06, a quinta rodada de negociação para renovação do Acordo Coletivo específico do Santander, aditivo à CCT. Mais uma vez, o banco não atendeu às reivindicações dos empregados, abordando poucos pontos da pauta e apresentando propostas que ficaram aquém das expectativas.

Bolsas de estudo

O Santander retirou critérios de avaliação que dificultariam o acesso do bancário às bolsas de estudo, entre eles, avaliação comportamental e medidas disciplinares. Apesar disso, se recusou a corrigir os valores das bolsas, já defasadas pela inflação do período.

Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS)

A proposta do banco se resumiu ao reajuste do PPRS de acordo como percentual da categoria a partir do próximo ano, resposta que não atende às reivindicações dos empregados.

Os bancários do Santander cobram uma distribuição mais justa dos valores e transparência nos critérios de pontuação na AQO [Avaliação de Qualidade Operacional] para que não haja obstáculos ao recebimento da remuneração.

Saúde e condições de trabalho

O banco se recusou a discutir as pautas de saúde e condições de trabalho, propondo que o tema seja tratado posteriormente em grupos de trabalho específicos. Para a diretora do Sindibancários/ES Cláudia Garcia de Carvalho, a posição do Santander mostra o descaso do banco com seus empregados. “Os problemas de condições de trabalho são graves. Há um quadro grande de adoecimento em função da imposição de metas, do assédio moral e da pressão. Não podemos ignorar isso e protelar o debate de nossas reivindicações. É na mesa de negociação específica que esse tema tem que ser tratado”, destaca a diretora.

Consta na pauta específica uma política de prevenção à saúde e condições de trabalho; programa de retorno ao banco para os trabalhadores afastados por doença; manutenção integral dos vales alimentação e refeição para trabalhadores afastados por doença e a garantia de, no mínimo, um administrador e um escriturário caixa por ponto de atendimento.

Nova rodada
Está agendada para a próxima quarta-feira, 13, mais uma rodada de negociação com o banco e é hora de intensificar a mobilização da categoria para pressionar o banco por avanços. “O Santander continua lucrando com base na exploração dos empregados e dos clientes. Só em 2015, o banco apresen­tou crescimento de 13,2%, com lucro líquido de R$ 6,6 bilhões. Não há motivo para tantas negativas à nossa pauta. Temos que pressionar juntos e ficar mobilizados”, conclui Garcia.

Principais reivindicações da minuta 2016/2017:

Reivindicações gerais

Garantia de emprego

Auxílio estudo – 2000 bolsas para cursos de graduação e 500 para pós-graduação;

Isenção de tarifas bancárias para os funcionários;

Auxílio moradia e linha de crédito com taxa de 12% aa + TR em financiamento;

Auxílio academia para todos os empregados com reembolso de 70% do valor limitado a R$ 130,00;

Adiantamento por férias = 1 salário para pagamento em 10 vezes sem encargos financeiros;

Saúde

Política de prevenção à saúde e condições de trabalho;

Programa de retorno ao banco para os trabalhadores afastados por doença;

Manutenção integral dos vales alimentação e refeição para trabalhadores afastados por doença;

Condições de trabalho

Garantia de, no mínimo, um administrador e um escriturário caixa por ponto de atendimento;

Fim das metas para área operacional

Fim da compensação de hora extra

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