Segunda rodada de negociação do BB discute Igualdade de Oportunidades e Segurança Bancária

Ocorreu em Brasília, na última segunda-feira, dia 1º de setembro, a segunda rodada de negociação do Banco do Brasil. O tema foi Igualdade de Oportunidades e Segurança Bancária. A rodada de negociação não obteve avanços, pois o BB não apresentou propostas efetivas. Entre os assuntos debatidos estão PCMSO, adicional de periculosidade e condições de trabalho, […]

Ocorreu em Brasília, na última segunda-feira, dia 1º de setembro, a segunda rodada de negociação do Banco do Brasil. O tema foi Igualdade de Oportunidades e Segurança Bancária. A rodada de negociação não obteve avanços, pois o BB não apresentou propostas efetivas. Entre os assuntos debatidos estão PCMSO, adicional de periculosidade e condições de trabalho, segurança bancária, tratamento para vítimas de assédio moral e sexual, além de igualdade de oportunidades.

“O Banco do Brasil deixa de apresentar propostas e a Comissão de Empresa não convoca a categoria a se mobilizar por meio da realização de dias de luta e outras ações políticas que forcem o avanço das negociações. Precisamos de avanços. É necessário que as negociações deste ano sejam diferentes das dos anos anteriores”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Maristela Correa.

Os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras reivindicaram melhorias nos procedimentos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), como a cobertura de custos de locomoção em municípios onde não há possibilidade de realização de exames e abono do dia, se não houver cumprimento do contrato do PCMSO. Também reivindicou-se a extensão do adicional de periculosidade aos funcionários do BB que trabalham em locais que podem causar danos à saúde, como refinarias.

No que diz respeito à segurança bancária as reivindicações foram que todas agências tenham porta giratória com detector de metais, proibição do transporte de valores por bancários e bancárias, atualização da indenização para funcionários e funcionárias que sofreram assaltos, sequestro ou extorsão. No Programa de Assistência às Vítimas de Assalto e Sequestro (Pavas), os dirigentes sindicais reivindicaram que os funcionários participantes tenham a opção de escolher a unidade de preferência para retornar ao trabalho.

A criação de um programa de atendimento posterior para as vítimas de assédio moral e sexual comprovados também foi uma das reivindicações dos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras. Nos itens relacionados à isonomia (Licença prêmio, entre outros), o BB afirmou que o Dest, órgão do Ministério do Planejamento, não permite avanço nessas propostas. “Mais uma vez o BB usa o governo como escudo e posterga reivindicações históricas da categoria que já deveriam ter sido atendidas”, diz Maristela.

Um avanço foi a adoção da identidade social com o nome que o bancário desejar usar, beneficiando os transexuais e outros que preferem ser identificados por um nome diferente do de registro.

 

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