Caixa abandona mesa de negociação sobre Saúde Caixa

A mesa de negociação aconteceria nesta quinta-feira, 09, mas o banco criou um impasse quando a CEE colocou a garantia do emprego e a incorporação de função como condições para negociar as propostas de mudança no Saúde Caixa

A mesa de negociação entre a CEE e a Caixa, que aconteceria nesta quinta-feira, 09, foi cancelada em virtude de um impasse que aconteceu esta manhã. A CEE colocou a garantia do emprego e a incorporação de função como condições para negociar as propostas de mudança em relação ao Saúde Caixa. Isso fez com que os representantes da instituição financeira se retirassem da mesa e não retornassem à tarde.

Para a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Lizandre Borges independente da mesa de negociação não ter acontecido a Caixa deu uma resposta clara para os trabalhadores e trabalhadoras.

“Na negociação do dia 08 o banco criou impasse quanto à garantia de emprego e incorporação. Esses itens voltariam a ser negociados hoje. Ao abandonar a mesa, a Caixa disse não aos bancários e bancárias”, destaca.

A também diretora do Sindibancários Rita Lima enfatiza que o momento é de intensificar a mobilização.

“A retirada da Caixa da mesa de negociação só deixa claro que o seu real objetivo era fazer com que o movimento legitimasse o absurdo da retirada de um direito tão importante como o Saúde Caixa. Não nos renderemos. Nosso passado e nosso presente são de luta e não de rendição.”, afirma.

Na reunião realizada na quarta-feira,08, entre a CEE e a Caixa, o banco afirmou concordar em transformar o Conselho de Usuários do Saúde Caixa em deliberativo, mas com um voto de Minerva; fazer a segregação contábil das contas e manter os valores do plano e o modelo de custeio até 31 de dezembro de 2019, além de criar um Grupo de Trabalho para discutir o contencioso da Funcef. Entretanto, nada disso será colocado em prática, pois a negociação não chegou ao final nesta quinta.

“A proposta anterior da Caixa era manter os valores do plano e o modelo de custeio até janeiro de 2019. Prorrogar até 31 de dezembro desse mesmo ano não melhora em nada. A nossa luta tem que ser para que não mudem o modelo de custeio”, destaca Lizandre.

Quanto à transformação do Conselho de Usuários do Saúde Caixa em deliberativo, a diretora do Sindibancários salienta que esta é uma reivindicação antiga dos bancários e bancárias, mas a proposta do banco foi de que esse Conselho tivesse voto de Minerva, que seria dado pela Caixa. Ou seja, a instituição financeira acabaria tendo a palavra final nas decisões, de acordo com Lizandre.

Segregação contábil das contas

No que diz respeito à segregação contábil das contas, Lizandre destaca que é importante para confrontar a afirmação da Caixa de que o plano de saúde não é superavitário.

“Na divulgação do balanço, a Caixa não especifica os valores referentes ao Saúde Caixa, por exemplo, as despesas e o que ela arrecada. A segregação contábil quer dizer que ela vai especificar, o que é importante para confrontarmos a fala da Caixa de que o plano não é superavitário, sendo que ele é”, afirma.

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