Sem avanços, termina terceira rodada de negociação do BB

Na sexta-feira, 12, aconteceu, em São Paulo, a terceira rodada de negociação do Banco do Brasil. Entre os assuntos debatidos estão Plano de Carreira e Remuneração (PCR), volta da substituição, previdência complementar, plano de funções, incorporação da comissão, gerência média, reestruturações, CABB e folgas da justiça eleitoral. A rodada de negociação específica não trouxe avanços. […]

Na sexta-feira, 12, aconteceu, em São Paulo, a terceira rodada de negociação do Banco do Brasil. Entre os assuntos debatidos estão Plano de Carreira e Remuneração (PCR), volta da substituição, previdência complementar, plano de funções, incorporação da comissão, gerência média, reestruturações, CABB e folgas da justiça eleitoral. A rodada de negociação específica não trouxe avanços. A próxima está marcada para o dia 26.

“Novamente o BB se esconde atrás da Fenaban, inclusive assumindo a mesma postura nas negociações: sem nenhum indicativo de avanço, sem sequer se dar ao trabalho de argumentar com os negociadores do movimento sindical. E apesar da pauta ter sido entregue há mais de um mês, considerando ainda que vários dos pontos discutidos são questões não resolvidas nos anos anteriores, o banco empurra a negociação mais duas semanas, depois inclusive da entrega da proposta geral da Fenaban. Isso apenas corrobora a principal marca da gestão Dida: intransigência e desrespeito com os funcionários! Não dá para ter dúvida de que somente com a pressão dos trabalhadores e trabalhadoras conseguiremos arrancar conquistas”, diz o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda.

Sobre o PCR, as principais propostas apresentadas pelos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras foram a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998. Também foi reivindicada a volta das substituições, pois desde que foram suspensas, em 2007, os funcionários e funcionárias do banco têm tido grandes prejuízos em virtude da não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para exercício do cargo.

Entre as reivindicações na parte sobre planos de previdência foram debatidas a inclusão de funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro, além da diminuição das taxas de carregamento. No que diz respeito ao Plano de Funções, discutiu-se a criação de um plano negociado com os funcionários e funcionárias, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento.

Assim como acontece em outras empresas, os bancários e bancárias do BB também deixaram clara sua luta pela incorporação de 100% do Valor de Referência, ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido. “É importante ressaltar que a proposta de incorporação de 10% do VR a cada ano na função surgiu nas discussões feitas no Congresso Estadual dos Bancários. Isso mostra a importância da participação da base no processo de construção da pauta de reivindicações.”, avalia Thiago Duda.

Foram apresentadas, ainda, propostas como a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado, além da equiparação de gerentes de grupo e de setor. Em relação aos funcionários e funcionárias que perdem os cargos ou parte dos salários devido às mudanças de local de trabalho, os bancários e bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários. Também foi sugerida pelo Comando a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar das questões relacionadas à reestruturação.

Outra pauta da rodada de negociação foi a apresentação de propostas para funcionários e funcionárias da CABB, que foi cobrada pelos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras.

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