Seminário em Brasília critica desmonte das empresas públicas

A atividade denunciou os desmontes promovidos pelo governo Temer e seus aliados contra as empresas públicas e os trabalhadores

Representantes do movimento sindical, social e parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa das Empresas Públicas realizaram na manhã desta terça-feira, 08, em Brasília, um seminário e ato político em defesa das empresas e dos serviços públicos o Brasil. A atividade denunciou os desmontes promovidos pelo governo Temer e seus aliados contra os trabalhadores.

A diretora do Sindibancários Rita Lima, que é empregada da Caixa Econômica Federal – uma das empresas que enfrenta a ameaça privatista patrocinada por Temer, representou os bancários capixabas na atividade.

“O seminário foi importante para dar uma visão geral de como estão as lutas em defesa das estatais e sobretudo fortalecer nossas ações. Vivemos um momento grave de ataque e desmonte dos bancos públicos”, avaliou a diretora.

O Seminário aprovou uma carta de compromisso a ser entregue aos candidatos nas eleições de outubro. “Precisamos fortalecer a unidade dos trabalhadores em defesa do patrimônio público e cobrar de todos os candidatos o compromisso com esse patrimônio”, enfatiza Lima.

Além da Caixa Econômica, o seminário também destacou as ameaças aos Correios, que anunciou recentemente um plano de demissão de mais de cinco mil empregados e o fechamento de 513 agências próprias. Só em São Paulo serão fechadas 167 agências (90 na capital e 77 no interior), e os clientes deverão ser atendidos por franqueadas, numa clara preferência pelo investimento privado.

“É assim que esse governo vem agindo nas empresas públicas, numa espécie de padrão: ao invés de realizar leilões, vai promovendo o desmonte da empresa com a retirada de direitos dos trabalhadores e demissões, precarizando o ambiente e as relações de trabalho e acabando com a qualidade do atendimento à população”, destaca a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano.

Ela, que também é representante dos empregados no Conselho Administração da Caixa, cita outras estatais em que a prática tem ocorrido, como nos bancos públicos (que anunciaram planos de demissão voluntária e corte direitos) e demais federais cujos planos de saúde sofrerão alterações para pior a partir de resoluções da CGPAR, a comissão interministerial de governança corporativa e administração de participações societárias da União.

Se é público é para todos

No seminário também foi lançado o livro “Se é público, é para todos”, produzido pelo Comitê em Defesa das Empresas Públicas. Vários estados brasileiros já sediaram o lançamento da publicação, que traz ensaios sobre o tema e aborda em específico os casos Caixa e Petrobras.

Para saber mais sobre o livro “Se é público, é para todos”, bem como demais atividades do comitê, acesse site, a página do facebook  ou entre em contato pelo e-mail publiccomite@gmail.com

Imprima
Imprimir