Senado apressa votação da reforma trabalhista: vamos resistir!

A votação do parecer sobre a reforma foi marcada para a próxima terça, dia 20 de junho. Em plenário, a votação deverá acontecer entre os dias 4 e 5 de julho.

Com a proposta de manter o mesmo texto aprovado pela Câmara Federal, que retira direitos dos trabalhadores, para não atrasar a tramitação da reforma trabalhista, o senador capixaba Ricardo Ferraço (PSDB) apresentou seu relatório na Comissão de Assuntos Sociais do Senado nesta terça-feira, 13. A votação do parecer sobre a reforma foi marcada para a próxima semana, dia 20 de junho e depois o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça. Em plenário, a votação deverá acontecer entre os dias 4 e 5 de julho.

“Há pressa no Senado para aprovação da reforma em meio à crise política e institucional que envolve o Governo Temer e o Congresso Nacional. A classe trabalhadora tem que se manifestar, construindo uma greve forte no dia 30 de junho, para não deixar que o Senado atropele todos nós, impondo uma reforma que só retira direitos”, afirma Idelmar Casagrande, diretor da Intersindical e do Sindicato dos Bancários.

O parecer do relator Ricardo Ferraço e os votos em separados foram lidos na sessão de ontem da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (Foto: Diap)

Na reunião da CAS, foram apresentados quatro votos em separado pela rejeição da reforma trabalhista. Um do senador Paulo Paim (PT), outro do senador Randolfe Rodrigues (Rede), um terceiro da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o quarto, da senadora Lídice da Mata (PSB).

Entre os parlamentares da oposição é unanimidade que a reforma retrocede em relação ao direito do Trabalho, que levará o país às condições do século 19, quando não havia qualquer forma de proteção legal para os trabalhadores.

 

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