Senhor presidente, respeite a Caixa e seus empregados!

Presidente eleito, Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes ofendem empregados e empregadas da Caixa durante posse do novo presidente do banco

O Sindibancários/ES, assim como outras entidades representativas dos bancários da Caixa, repudia veemente as declarações caluniosas e desrespeitosas do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a solenidade de posse do novo presidente da Caixa.

Sem apresentar nenhum detalhe sobre qualquer investigação, Guedes afirmou que a Caixa “foi vítima de saques, fraudes e assaltos aos recursos públicos, como vai ficar óbvio logo a frente, na medida em que, como diz o presidente, essas caixas pretas forem examinadas”. Já Bolsonaro, ao falar sobre a quantidade de presentes, disse: “o evento está bem concorrido porque são os homens do dinheiro que estão aqui. Só que, dessa vez, é o dinheiro do bem”.

As afirmações do presidente e de seu ministro colocam sob suspeição a atuação da Caixa e de todos seus milhares de empregados e empregadas. “A Caixa é uma instituição com 158 anos de história, presente em todos os lugares deste país e que cumpre um papel fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O presidente eleito e seu ministro não apenas desmereceram essa história centenária, como também ofenderam os empregados da Caixa, da ativa e aposentados, que são os verdadeiros responsáveis pela construção do banco e sua alta rentabilidade”, contesta a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

Por trás de tais afirmações está a estratégia do novo governo em desmoralizar o maior banco público do país para entregá-lo ao setor privado.  Altamente rentável, a Caixa é a principal executora da política de habitação e de outros programas sociais do país, e é gestora do FGTS, fundo cobiçado pelos bancos privados.

“Não aceitaremos esse selo de ineficiência que querem impor à Caixa. Continuaremos atentos e mobilizados contra qualquer medida que represente o desmonte do maior banco público do país. A Caixa e seus empregados merecem respeito”, enfatiza Rita Lima.

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