Servidores do Judiciário capixaba estão greve na luta por valorização

Os servidores do Judiciário capixaba também estão na luta por melhores condições de trabalho e por valorização da categoria. Em greve desde o dia 06 de outubro, os servidores reivindicam o pagamento das perdas inflacionárias relativas a maio deste ano, o fim dos privilégios aos magistrados, realização de concurso público para servidores, fim da precarização […]

Os servidores do Judiciário capixaba também estão na luta por melhores condições de trabalho e por valorização da categoria. Em greve desde o dia 06 de outubro, os servidores reivindicam o pagamento das perdas inflacionárias relativas a maio deste ano, o fim dos privilégios aos magistrados, realização de concurso público para servidores, fim da precarização das instalações de trabalho e a melhoria dos serviços prestados à população.

Além da forte pressão de juízes de diversas comarcas do Estado sobre os trabalhadores, o Governo do Estado entrou com pedido de liminar para decretar a ilegalidade da greve. Mas o pedido foi negado nessa terça-feira, 13, pela desembargadora Elisabeth Lordes, relatora da ação. A tentativa do governo de Paulo Hartung para acabar com a greve, direito legítimo dos trabalhadores, não deu certo e o movimento cresce a cada dia.

“Somos solidários aos trabalhadores do Judiciário capixaba que estão na luta por seus direitos. Os juízes desfrutam de inúmeros privilégios, como o auxílio-moradia, enquanto os servidores estão adoecendo devido à sobrecarga de trabalho e às condições precárias dos locais em que atuam. Essa situação é inaceitável e os servidores do Judiciário têm o total apoio dos bancários capixabas nessa luta”, destaca o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Os servidores entraram em greve após inúmeras tentativa do Sindijudiciário /ES em estabelecer um canal de negociação com a presidência do Tribunal de Justiça, nos últimos oito meses. Enquanto a presidência do Tribunal se nega a atender as reivindicações da categoria, os juízes fazem a farra com o dinheiro público. Neste ano, os magistrados tiveram seus salários reajustados em 15% este ano e já existe previsão de mais 16% e, janeiro de 2016. Além disso, recebem mensalmente quase cinco mil reais de auxílio-moradia. Verba que não precisa ter sua utilização comprovada em recibos e nem é declarada no Imposto de Renda.

Baixa produtividade dos juízes

O Judiciário capixaba é o terceiro que mais gasta no Brasil, mas está nos últimos lugares em desempenho. Segundo informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os juízes do Espírito Santo produzem pouco. Estão em penúltimo lugar no ranking nacional de produtividade. Dos 332 juízes, apenas 15 alcançaram a meta de trabalho estipulada pelo CNJ.

Mas, a mesma pesquisa do CNJ apontou que os servidores do Judiciário estão muito bem. Ficaram em 4º lugar nacional em desempenho. Infelizmente, como no Estado existe uma Justiça com dois pesos e duas medidas, os servidores, apesar de fazerem a máquina do Judiciário funcionar, ainda não receberam o pagamento da Revisão Geral Anual, que é a reposição das perdas inflacionários retroativas a maio deste ano.

A baixa classificação do TJES é resultado de uma administração que só se preocupa em priorizar privilégios aos juízes, em detrimento dos servidores e da população que são obrigados a conviver com equipamentos sucateados, prédios sem condições de trabalho e atendimento, falta de trabalhadores, e estagiários executando função dos servidores e até de juízes.  Tudo isso resulta em adoecimento do trabalhador. Hoje, 30% dos servidores do Judiciário já sofrem com problemas de saúde físicos e mentais.

Com informações do Sindijudicário/ES.

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