Servidores públicos estaduais promovem apagão nesta semana

Em protesto contra o sucateamento do serviço público e a intransigência do governo de Paulo Hartung, que se nega a negociar a pauta do funcionalismo estadual, os servidores públicos promovem um verdadeiro apagão até sexta-feira, 18. A paralisação teve início nesta terça-feira, 15, com o fechamento dos órgãos, secretarias de Estado e autarquias. Durante a […]

Em protesto contra o sucateamento do serviço público e a intransigência do governo de Paulo Hartung, que se nega a negociar a pauta do funcionalismo estadual, os servidores públicos promovem um verdadeiro apagão até sexta-feira, 18. A paralisação teve início nesta terça-feira, 15, com o fechamento dos órgãos, secretarias de Estado e autarquias. Durante a tarde, um ato com todos os servidores foi realizado na Avenida Vitória, próximo à Secretaria de Agricultura do Estado (Seag), onde foram distribuídos panfletos e chuchus para a população.

Desde o início do ano, quando assumiu o governo, Paulo Hartung promove cortes em áreas essenciais para a população e se nega a dialogar com os servidores públicos. Dentre as reivindicações do funcionalismo estadual estão a recomposição das perdas salariais dos últimos doze meses (já passam de 9%), a definição de uma data base para reajuste anual, a regularização da concessão do auxílio alimentação para as categorias que não recebem tal benefício e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo, conforme determina a Lei Complementar n.º 46/1994.

“Somos solidários a essa luta dos servidores estaduais em defesa do respeito aos direitos da categoria a da ampliação das políticas públicas, nas áreas de segurança, saúde, educação, que são fundamentais para a população. O que o governo deve fazer é canalizar os impostos para a oferta de serviços públicos de qualidade. No entanto, Paulo Hartung faz justamente o contrário, ao inventar uma crise e criar um verdadeiro caos no Estado. Essa tática para se tornar o ‘salvador da pátria’ já conhecemos e não vamos aceitar”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Promovido pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes) – do qual o Sindibnancários/ES faz parte – o “apagão” tem a participação dos trabalhadores da segurança pública, servidores da saúde, do judiciário, das autarquias e demais secretarias.

Ataque ao movimento

O Governo de Paulo Hartung tentou reprimir a manifestação dos servidores públicos e entrou na Justiça com um pedido para barrar o movimento. Mas o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) negou o pedido de liminar.

Segundo a decisão proferida pelo desembargador Pedro Valls Feu Rosa, o movimento trata-se de “manifestação reivindicatória de direitos típica das democracias, cuja intervenção do judiciário só terá lugar quando ultrapassados os limites da ordem pública”.
Com informações do Sindipúblicos.

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