Bancos fecharam mais de 2 mil postos de trabalho

Estudo aponta que no primeiro trimestre de 2016 houve fechamento de 2.454 postos de trabalho no setor bancário.

Foto: Camila Domingues e Palácio Piratini (Fotos Públicas)

Foto: Camila Domingues e Palácio Piratini (Fotos Públicas)

A Contraf publicou na segunda-feira, 25, a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB). O estudo aponta que no primeiro trimestre de 2016 houve fechamento de 2.454 postos de trabalho no setor bancário. Os principais responsáveis pelo saldo negativo, segundo a pesquisa, são os bancos múltiplos, com carteira comercial, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e banco do Brasil, juntamente com a Caixa, que respondeu pelo fechamento de 449 postos de trabalho.

Dos 2454 postos de trabalho fechados, 1671 foram extintos no mês de março. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, com o fechamento de 1.613 postos de trabalho (65,7% do total) e Rio de Janeiro, com 570 cortes (23,2%).

“Apesar do lucro dos bancos em contínuo crescimento, os trabalhadores são cada vez mais explorados, sofrem com as demissões e consequente aumento da sobrecarga de trabalho. Estamos nos aproximando da Conferência Estadual e convidamos todos os bancários e bancárias a participarem. Mais do que nunca precisamos nos unir e nos mobilizar para barrar as inúmeras tentativas de retirada de direitos”, destaca o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Jessé Alvarenga.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 2.855 mulheres admitidas nos bancos nos três primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.050,52. Esse valor corresponde a 76,5% da remuneração média dos homens contratados no mesmo período (de R$ 3.986,98).

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é mais acentuada no desligamento. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro e março recebiam R$ 5.428,21, o que representou 70,3% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos no mesmo período, que foi de R$ 7.722,68.

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