Sindibancários/ES percorre agências da Grande Vitória em Campanha Nacional

É pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho com a conquista de mais direitos que bancários e bancárias estão em Campanha Nacional. Nesta quinta-feira, 04, o Sindicato dos Bancários/ES realizou o segundo dia de ações sindicais e percorreu as agências do Centro de Vila Velha, na Glória e na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, […]

É pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho com a conquista de mais direitos que bancários e bancárias estão em Campanha Nacional. Nesta quinta-feira, 04, o Sindicato dos Bancários/ES realizou o segundo dia de ações sindicais e percorreu as agências do Centro de Vila Velha, na Glória e na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, Cariacica. Durante o percurso, foram distribuídos panfletos para bancários e clientes sobre a pauta de reivindicações da categoria.

“Nossa luta não é apenas por salários, mas queremos valorização da categoria e atendimento de qualidade à população. Para garantir novas conquistas será preciso a mobilização de todos, por isso convocamos os bancários e bancárias a participarem das plenárias na próxima semana. Nossa pauta foi entregue com antecedência aos banqueiros e até agora não tivemos resposta, apenas a recusa das nossas propostas. Temos que nos preparar para a greve para arrancar novas conquistas nessa Campanha Salarial”, frisou o diretor do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga.

Além de mobilizar a categoria para a Campanha, as ações tiveram o objetivo de dialogar com a população sobre a pauta da categoria e sobre a intransigência dos banqueiros nas negociações reflete diretamente na vida das pessoas, como destacou a coordenadora do Sindibancários/ES, Renata Garcia.

 “Mais uma vez estamos sendo empurrados para a greve. Nossa pauta inclui reivindicações pelo atendimento digno e de qualidade ao público, ampliação do horário de abertura das agências e redução das taxas de serviços e dos juros. Ao negar nossa pauta, os banqueiros continuam punindo e prejudicando a população. Durante as ações, recebemos o apoio de muitos clientes, que compreenderam que essa não é apenas uma luta dos bancários, mas de toda a população”, disse Renata.  

Negociações

Termina nesta quinta-feira, 04, a terceira rodada de negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).  Nesta rodada, o debate foi sobre o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Foram discutidas nas rodadas anteriores as cláusulas de saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades, mas até o momento nada foi aceito pelos banqueiros. Caso não haja avanços nas negociações, a possibilidade de greve da categoria não está descartada.

Reivindicações

Em Campanha Nacional desde o dia 13 de agosto, os bancários e bancárias lutam não apenas por melhores salários, mas por condições de trabalho dignas. Entre as principais reivindicações estão o fim das metas, do assédio moral, mais segurança nas agências, fim das demissões,  igualdade de oportunidades e mais contratações.

Os brasileiros pagam as mais altas taxas de juros do mundo. Em 2013, os seis maiores bancos que atuam no Brasil (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, HSBC e Santander) apresentaram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões. Os mesmo bancos faturaram R$96,4 bilhões com cobrança de tarifas e prestação de serviços.

Enquanto os banqueiros lucram cada vez mais, empregados e clientes sofrem com a precarização do trabalho bancário. A população é obrigada a enfrentar longas filas nas agências sem estrutura de atendimento, paga taxas de serviços e juros altíssimos. Já os  bancários e bancárias sofrem com o acúmulo de funções, salários defasados e adoecem devido à pressão física e psicológica. Por isso, a Campanha Nacional dos bancários é uma luta de toda a sociedade. Com lucros exorbitantes, não há justificativa para os bancos não atenderem as reivindicações da categoria.

Terceirização

O fim das terceirizações também é uma das principais bandeiras de luta dos bancários. De março de 2011 a março deste ano, foram fechados 34.466 postos de trabalho nos principais bancos. O resultado mais visível da terceirização é o correspondente bancário.

No entanto, sem oferecer nenhuma segurança, os correspondentes bancários colocam em risco a vida de empregados e clientes. Além disso, esses empregados desempenham as funções dos bancários, mas não têm os mesmos direitos garantidos no Acordo Coletivo de Trabalho e lucram à custa da exploração dos trabalhadores.

A categoria luta também contra as tentativas de regulamentação da terceirização que correm no legislativo federal, como PL 4330, na Câmara, e o PLS 87/10, no Senado, que liberam a terceirização em todas as instâncias,inclusive para as atividades-fim – atividades principais das empresas que, pela legislação atual, não podem ser terceirizadas. O debate vem sendo feito também no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma ação da empresa Cenibra que questiona o que é atividade meio e atividade fim, colocando em risco a seguridade do emprego de milhares de trabalhadores.

Principais reivindicações da Campanha Nacional

• Reajuste salarial de 12,5%.
• PLR: três salários mais R$ 6.247.
• Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.

Principais reivindicações dos bancários do Banestes

• Aumento de seis dias de abono assiduidade.
• Função gratificada para os funcionários que trabalham com fechamento contábil.
• Aumento percentual da contribuição do patrocinador de 7% para 15% para a Fundação Banestes.
• Reposição das perdas acumuladas desde 1994.
• Revisão da forma de contribuição à Banescaixa, com maior aporte de recurso pelo banco e adoção de critérios objetivos nas seleções internas do Banco.

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