Sindibancários/ES repudia possibilidade de abertura de capital da Caixa

Em entrevista aos jornalistas, na manhã dessa segunda-feira, 22, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff anunciou que pretende abrir o capital da Caixa Econômica, reduzindo a participação da União no banco. A notícia, que está estampada nos jornais desta terça-feira, 23, pegou de surpresa dirigentes sindicais e trabalhadores. Como candidata à reeleição, Dilma Rouseff se […]

Em entrevista aos jornalistas, na manhã dessa segunda-feira, 22, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff anunciou que pretende abrir o capital da Caixa Econômica, reduzindo a participação da União no banco. A notícia, que está estampada nos jornais desta terça-feira, 23, pegou de surpresa dirigentes sindicais e trabalhadores. Como candidata à reeleição, Dilma Rouseff se comprometeu em fortalecer a Caixa como banco público, compromisso registrado na Carta Aberta aos Trabalhadores dos Bancos Públicos Federais, divulgada no dia 23 de outubro.

De acordo com as matérias veiculadas nos jornais, o governo planeja uma Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações do banco daqui a cerca de um ano e meio. Além disso, o banco teria que passar por um processo de corte de gastos. Essa abertura de capital representa, portanto, o primeiro passo para a privatização da Caixa, ideia repudiada pelos trabalhadores.

“Todos sabemos que a abertura de Capital é o início do processo de privatização e isso seria um prejuízo para toda nação, tendo em vista o papel social da Caixa. Os trabalhadores conhecem o que é entregar o patrimônio público à iniciativa privada e rejeitam veementemente essa possibilidade. A Caixa é patrimônio dos brasileiros e para termos um Brasil justo é fundamental mantê-la 100% pública, por isso vamos lutar contra esse processo. Os bancários da CEF também devem ficar alertas e mobilizados para barrar esses ataques”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

Diante desse anúncio feito por Dilma, entidades como a Contraf, Fenae, Intersindical, CUT, CTB e Conlutas enviaram um ofício para a presidência, solicitando uma audiência. “Vamos cobrar da presidente Dilma o compromisso assumido durante a campanha eleitoral de fortalecer as empresas públicas, principalmente durante o debate sobre os bancos públicos. Privatizar a Caixa significa acabar com o papel social do banco e transformá-lo em uma instituição financeira gerida pela iniciativa privada, como já é o BB”, enfatiza o diretor da Intersindical, Idelmar Casagrande.

Patrimônio dos brasileiros

Com mais de 100 mil empregados, a Caixa completará no dia 12 de janeiro 154 anos. Hoje, são 3.362 agências no Brasil e o volume de ativos totais chegou R$ 1.01 trilhão. De janeiro a setembro de 2014, o lucro líquido foi de R$ 5.3 bilhões e as transações somaram R$ 1,72 bilhão. “Na última década, a Caixa cumpriu um importante papel no desenvolvimento de políticas públicas de distribuição de renda. Um Brasil forte e justo depende, portanto, fundamentalmente de uma Caixa 100% pública, nas mãos dos brasileiros e não dos setores privados”, afirma a coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa, Fabiana Matheus.

Com informações de www.bancariosbahia.org.br

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