Sindibancários faz articulação política com gestores públicos para barrar desmonte do BB

A entidade tem entregue aos gestores um documento por meio do qual retrata os impactos que o processo de desmonte pode causar.

A diretoria do Sindicato dos Bancários/ES está fazendo uma articulação política junto aos gestores públicos para mostrar os impactos da reestruturação no Banco do Brasil. Para isso, tem entregue a parlamentares e representantes do poder executivo um documento por meio do qual retrata os impactos que o processo de desmonte imposto pelo governo ilegítimo de Temer pode causar, como o fechamento de agências, transformação de agências em postos de atendimento bancário, demissões, ampliação do atendimento digital, entre outros.

Até o momento o documento foi entregue para o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço; o prefeito eleito de Linhares, Guerino Zanon; o atual prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione; o prefeito eleito de Cachoeiro, Victor Coelho; o vereador de Vitória, Vinícius Simões; e o vice-governador César Colnago, endereçado também ao governador Paulo Hartung.

“Além desses entregaremos para outros gestores públicos como forma de mostrar que a reestruturação tem um papel mais político do que econômico. Queremos dialogar sobre os impactos no atendimento que essa medida pode causar para a sociedade. Hoje o atendimento já é insatisfatório por causa das péssimas condições de trabalho. Com a reestruturação, vai ficar pior ainda. O que está sendo imposto é maior precarização do atendimento por meio da redução ainda maior do número de bancários, além da retração do papel do Banco do Brasil enquanto banco público, inclusive, diminuindo sua importância no desenvolvimento do Espírito Santo. Aguardamos o posicionamento dos gestores públicos quanto a esta situação”, diz a diretora do Sindibancários, Goretti Barone.

A relevância do Banco do Brasil para o desenvolvimento capixaba é perceptível, por exemplo, no financiamento a pequenos comerciantes e agricultores familiares. Esses últimos inclusive são atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf). Por isso, o Sindicato também entregou o documento para movimentos sociais como Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Federação dos Trabalhadores em Agricultura no Estado do Espírito Santo (Fetaes), além das associações comerciais e de moradores dos bairros que serão atingidos pelo possível fechamento de agências do Banco do Brasil, como Moscoso.

“Na Vila Rubim, por exemplo, tem comerciante preocupado com a distância que terá que percorrer com dinheiro para fazer depósito caso a agência Moscoso feche, pois é uma questão de segurança. As opções mais próximas seriam a Pio XII ou a agência de Jardim América. Estamos entregando o documento para os movimentos sociais e para as comunidades como forma de tentar frear o que já está previsto na reestruturação e já nos mantermos fortalecidos para as novas ameaças que possam vir por aí”, diz o diretor do Sindibancários, Thiago Duda.

O sindicalista destaca que a reestruturação é uma forma de elitizar o atendimento bancário.

“Um dos objetivos é forçar o atendimento digital, que não é mostrado como uma alternativa, e sim, uma obrigação. Enquanto isso, os clientes das agências Estilo e Private, que são de alto poder aquisitivo, têm a opção de escolher entre o atendimento digital ou na agência”, salienta.

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