Sindibancários lança Coletivo LGBT com mesa de debate na sede do Sindicato

O Coletivo LGBT do Sindicato dos Bancários/ES foi lançado na noite desta quinta, 10, com a realização da mesa de debate “Os desafios da luta LGBT – vencendo preconceitos e construindo identidades”, que contou com a presença de André Tosta, bancário da Caixa e Coordenador Colegiado do Fórum LGBT do ES; Deborah Sabará, Presidenta do […]

O Coletivo LGBT do Sindicato dos Bancários/ES foi lançado na noite desta quinta, 10, com a realização da mesa de debate “Os desafios da luta LGBT – vencendo preconceitos e construindo identidades”, que contou com a presença de André Tosta, bancário da Caixa e Coordenador Colegiado do Fórum LGBT do ES; Deborah Sabará, Presidenta do Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (GOLD) e Tuanne Almeida, militante do Setorial Nacional LGBT do Coletivo RUA. 

O Coletivo tem como objetivo ser um espaço de debate e de construção das ações em defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. A data de lançamento não foi escolhida à toa. “Escolhemos essa data por ser o Dia Universal dos Direitos Humanos. Com esse coletivo a diretoria do Sindibancários reafirma seu compromisso com a sociedade e os bancários na luta contra todas as formas de preconceito e discriminação”, diz a diretora do Sindicato, Evelyn Flores.

Coletivo LGBT 2

A mesa redonda aconteceu na sede do Sindicato

Segundo André Tosta, ele ouviu comentários favoráveis a respeito do lançamento do Coletivo LGBT, mas também escutou questionamentos sobre a necessidade dele. “Legalmente não há, no Brasil, segregação em relação aos LGBTs. Contudo, eles vivem em seu ambiente de trabalho formas de assédio em virtude de sua orientação sexual e é preciso que busquem seus direitos. A maneira de fazer valer os direitos é por meio dos sindicatos”, destaca André.

Ele salienta que as pautas do sindicato vão muito além das questões trabalhistas. “As pautas passam também, por exemplo, pela qualidade de atendimento à população. É preciso pensar o atendimento a toda a população, compreendendo a diversidade sexual e de gênero”, explica o bancário.

Deborah Sabará, que é transexual, deu alguns exemplos de homofobia no atendimento bancário. “Em atendimento telefônico, já aconteceu de pedir que me chamassem pelo meu nome social, porém, no sistema só há o nome de registro. Aí o atendente pede para comparecer pessoalmente à agência bancária para fazer o atendimento”, relata. Ela destacou que o Sindibancários é a primeira entidade sindical capixaba a ter um Coletivo LGBT.

Tuanne Almeida destacou a conjuntura em que o Coletivo LGBT foi lançado. “É uma iniciativa que nasce numa conjuntura perversa de ataques de diversos parlamentares aos direitos dos LGBTs, que tentam nos impor diversos retrocessos. Podemos citar, por exemplo, projetos de lei como os do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que tornam crime a heterofobia e criam o Dia do Orgulho Hétero”, diz.

O funcionário público Pedro Grobério, que soube do lançamento do Coletivo LGBT pelas redes sociais, aprovou a iniciativa do Sindicato. “Creio que o Sindibancários terá muito sucesso nessa nova etapa, contribuindo para diminuir o preconceito a cada dia. O Coletivo é mais uma vitória de muitas que virão”, afirma. 

Como encerramento do evento, a fachada do Sindicato foi parcialmente coberta por uma grande bandeira com as cores do arco-íris, símbolo da luta LGBT.

LGBT - 500

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