Sindibancários orienta: gerentes médios não devem aderir ao GDP

O Sindicato dos Bancários/ES orienta os gerentes médios a não aderir ao programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e aguardar as demais orientações que serão divulgadas após a primeira mesa de negociação específica, que acontece nesta quinta. “A Comissão de Empregados da Caixa aproveitará a rodada para discutir a suspensão desse prazo de […]

O Sindicato dos Bancários/ES orienta os gerentes médios a não aderir ao programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e aguardar as demais orientações que serão divulgadas após a primeira mesa de negociação específica, que acontece nesta quinta. “A Comissão de Empregados da Caixa aproveitará a rodada para discutir a suspensão desse prazo de adesão durante o período negocial, pois uma das nossas principais reivindicações é a extinção do GDP. Esse programa é inegociável”, explica a diretora do Sindibancários, Renata Garcia.

A Caixa anunciou que os gerentes médios têm até o dia 30 de agosto para aderir ao programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), que está sendo implantado em ciclos. A meta do banco é que ele atinja todos os empregados até 2016. “É uma afronta da Caixa estabelecer o prazo de adesão ao GDP de forma a coincidir com a nossa Campanha Salarial, já que o enterro do programa é uma das nossas reivindicações”, declara Renata.

O GDP é um programa imposto de forma unilateral e que traz uma série de prejuízos para a categoria. “Ele significa a institucionalização do assédio, prevê metas individuais e estabelece um contrato individual entre o empregado e o gestor imediato. Esse contrato fere os princípios coletivos da relação de trabalho. Por isso, barrar o GDP é uma luta de todos empregados da Caixa”, diz Renata.

Com a institucionalização do assédio, o GDP pode tornar ainda maior o número de casos de adoecimentos na Caixa e agrava as já precárias condições de trabalho. “Isso pode acontecer porque o programa aumenta a competitividade no ambiente de trabalho, gera conflitos, permite rankings de desempenho e rotula os funcionários. Esses rankings fazem com que haja exposição dos trabalhadores que não cumpriram metas perante seus colegas, fazendo que com que passem por situações constrangedoras”, afirma Renata.

O GDP traz, ainda, retrocessos como ameaça a conquistas históricas dos empregados da Caixa, como a promoção por mérito, a PLR Social, além de possibilitar o rompimento do acordo coletivo.

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