Sindibancários participa da 17ª Marcha pela Vida e Cidadania

A marcha teve início no bairro Vila Rica, em Cariacica; e seguiu rumo a Vila Bethânia, em Viana

Na manhã deste domingo, 1º de maio, o Sindicato dos Bancários/ES participou da 17ª Marcha pela Vida e Cidadania. O ato, organizado pela Pastoral Operária com apoio de sindicatos e movimentos sociais, teve início no bairro Vila Rica, em Cariacica; e seguiu rumo a Vila Bethânia, em Viana. Durante o trajeto os militantes trataram de temas como educação, transporte público, saúde, segurança, meio ambiente e direitos trabalhistas.

O diretor do Sindibancários, Fabrício Coelho, defendeu a necessidade de barrar a retirada de direitos trabalhistas, vinda de quaisquer governos, e construir uma saída pela esquerda. De acordo com ele, o governo federal insiste em tentar uma conciliação com as elites, promovendo uma política antipopular e neoliberal. Contudo, segundo Fabrício, a elite quer mais do que a conciliação. Por isso, apoia o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), que se trata de um golpe para estabelecer um governo ilegítimo com o objetivo de aprofundar ainda mais a política neoliberal.

“O que se quer é cortar direitos sociais estabelecidos pela Constituição Federal, dizimar direitos trabalhistas garantidos na lei por meio de projetos que tratam da regularização da terceirização sem limites, redução da jornada de trabalho com redução de salários, regulamentação da retirada do direito de greve dos servidores, entre outros que estão em tramitação. Temer e Cunha estão conspirando não somente contra a presidenta, mas especialmente contra a classe trabalhadora. Apostam no golpe para intensificar a repressão e criminalização dos movimentos sociais, aumentar a precarização da vida do povo”, destaca Fabrício.

O sindicalista apontou uma alternativa:

“O projeto dos golpistas é de retrocesso na democracia, de perpetuação das desigualdades. O do governo que aí está é de ceder mais ainda aos capitalistas, evitando o processo de rompimento. O nosso é de defesa e de ampliação de direitos, de efetivação de uma democracia plena, de combate sistêmico à corrupção, de reformas estruturais de interesse popular, de uma sociedade sem desigualdades. A saída é pela esquerda, com unidade e mobilização popular!”, afirma.

As arbitrariedades cometidas pelo governo estadual não foram esquecidas. Uma delas diz respeito à questão da educação no Espírito Santo.

“Paulo Hartung se elegeu com a bandeira da educação, mas promove cortes nessa área, congelou salários, fechou escolas, fechou mais de 300 turmas. E estamos falando aqui da educação pública, aquela que atende a casse trabalhadora”, enfatiza o professor e integrante do Coletivo Sindiupes pela Base, Antônio Barbosa.

Crime ambiental da Samarco

Durante o trajeto os participantes fizeram um pausa na beira do Rio Formate e denunciaram não somente a degradação que essa bacia hidrográfica sofre, mas o meio ambiente como um todo. Neste momento, os manifestantes também recordaram o crime ambiental cometido pela Samarco, Vale e BHP Billiton com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro do ano passado. A comerciante Karina Menezes, morada de Regência, em Linhares, nascida e criada na foz do Rio Doce, falou sobre a realidade dos moradores dessa região após o ocorrido.

“Tínhamos como único lazer o mar e o rio, e isso a Samarco nos tirou. Fomos atingidos também em nossas necessidades básicas. O comércio local está fechado. Nós, comerciantes, não temos mais para quem vender, pois Regência não recebe mais turistas. Os demais moradores, que em sua maioria viviam da pesca, também não têm como trabalhar, portanto, também não têm como movimentar o comércio local. Para ter água, estamos dependendo de uma carro pipa da Samarco, que a empresa tentou tirar na semana passada, mas foi impedida por meio de uma liminar judicial fruto de mobilização dos moradores de Regência”, conta Karina.

A integrante da Pastoral Operária, Kátia Mariano, faz uma avaliação positiva da Marcha.

“A participação dos movimentos sociais, sindicatos e pastorais foi boa. É um momento que expressa o desejo de não se calar diante da retirada de direitos, é um momento de denunciar, mas também de unir forças em busca pela justiça e cidadania”, afirma Kátia.

O tema do ato foi “Trabalhadores e trabalhadoras por um mundo onde a justiça brote como fonte de vida e cidadania”, e o lema, “É dever de cada pessoa cuidar da casa comum”.

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