Sindibancários participa de campanha de arrecadação de alimentos para famílias do MST

Os alimentos serão doadas para famílias acampadas, que foram prejudicadas pela seca

O Sindicato dos Bancários/ES, assim como outros sindicatos, movimentos sociais e igrejas dão início nesta segunda-feira, 09, a uma campanha de solidariedade em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por meio dessa iniciativa, busca-se arrecadar alimentos não perecíveis para 1600 famílias, totalizando cerca de 3 mil pessoas, que se encontram em acampamentos do MST nos municípios de Aracruz, Linhares, São Mateus, Conceição da Barra, Montanha e São Domingos do Norte.

As pessoas interessadas em contribuir podem se dirigir à sede do Sindibancários e entregar suas doações na recepção. De acordo com o coordenador do Coletivo Urbano do MST, Valdeni Fagundes Ferraz, a seca, que está atingindo o estado do Espírito Santo é um dos fatores que impedem a produção de alimento para as famílias acampadas.

“Os assentamentos abastecem os acampamentos. Por causa da seca, não teve produção de alimento suficiente e não há previsão de quando os assentamentos voltarão a produzir para voltar a abastecer essas famílias. O fato dos acampamentos estarem localizados em áreas de conflito entre a justiça e os proprietários também impossibilita que haja produção neles, pois não há autorização judicial para que se produza nessas propriedades”, explica.

O coordenador geral do Sindibancários, Jonas Freire, destaca a importância do Sindicato apoiar a campanha de arrecadação de alimentos.

“Diante desta seca em que o Governo do Estado não viabiliza alternativas para amenizar os problemas, os mais prejudicados, com certeza, são os mais fragilizados. Se já é difícil viver num acampamento, a situação fica mais difícil ainda quando a pessoa, além de privada do direito a terra, não tem acesso à alimentação. Enquanto isso, os responsáveis pela seca, ou seja, os grandes empreendimentos do Espírito Santo, como Fibria, Samarco e outros, recebem benefícios por parte do Governo do Estado, como isenções fiscais”, diz Jonas.

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