Sindibancários reafirma suas premissas em reunião com o Banestes

Na última quarta-feira, 29, a Comissão dos Empregados do Banestes, coordenada pelo Sindicato dos Bancários/ES, reuniu-se com a direção do banco. Para surpresa dos trabalhadores, a instituição financeira não apresentou o Plano de Cargos e Salários (Plano Salto), conforme o esperado pelos bancários. Na reunião o banco se limitou a contra argumentar as ideias defendidas […]

Na última quarta-feira, 29, a Comissão dos Empregados do Banestes, coordenada pelo Sindicato dos Bancários/ES, reuniu-se com a direção do banco. Para surpresa dos trabalhadores, a instituição financeira não apresentou o Plano de Cargos e Salários (Plano Salto), conforme o esperado pelos bancários. Na reunião o banco se limitou a contra argumentar as ideias defendidas pelo Sindicato, que se manteve firme em suas posições. 

A questão da retirada de direitos é o principal fator de tensionamento no que diz respeito ao Plano Salto. “O banco diz que não está retirando direitos, mas está. Por isso, reafirmamos que os trabalhadores incluídos no processo das 7ª e 8ª horas devem ser enquadrados nas seis horas sem rebaixamento de salário”, diz o diretor do Sindibancários, Jonas Freire. O Sindicato defende o mesmo para os trabalhadores do Centro de Processamento de Dados (CPD).

Diante da pressão exercida pelos trabalhadores que compõem a comissão, o Banestes aceitou que fosse criado um grupo de trabalho (GT), que, inicialmente, elaborará um calendário com objetivo de discutir especificamente a questão da retirada de direitos. O GT se reúne com o banco na próxima terça-feira, 4. Num segundo momento a meta é debater o Plano Salto em sua totalidade, que precisa ser apresentado pelo banco. “A comissão também se reunirá antes do encontro de terça-feira para traçar algumas diretrizes”, afirma Jonas.

Além da retirada de direitos, outras questões foram discutidas na reunião. No que diz respeito à promoção por mérito, o Sindicato reafirmou que ela promove concorrência predatória entre os colegas sem garantia de promoção ou mesmo porque beneficia alguns em detrimento de todos. A proposta do Sindibancários é discutir a promoção horizontal, caminhando no sentido de que, a cada ano, todos funcionários tenham promoção com interstício sobre o salário de cada um.

Em relação à seleção interna, o Sindicato manteve a defesa de que ela deve ser feita para todos os cargos, adotando critérios objetivos e transparentes já estabelecidos no plano para o comissionamento e descomissionamento (Critérios objetivos de ascensão, descenso e lateralidade).

No que diz respeito aos trabalhadores com mais tempo de casa, o Sindicato dos Bancários defende que o banco deve apresentar uma proposta que os contemple. “O Plano Salto está sendo elaborado por uma comissão há dois anos. Porém, mesmo assim nos foi apresentado somente um esboço. O plano deve ser apresentado em sua totalidade, inclusive, contemplando os trabalhadores com mais tempo de dedicação à instituição financeira”, defende o coordenador geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

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